Pular para o conteúdo
Início  /  Colunas  /  Coluna
Coluna

O Galo do improvável!!!

O resgate da alma Atleticana!

André Galo'n Maiden
André Galo'n Maiden
Publicado em 14 out 2026 · 4 min de leitura

Fala, AlviNegraiada!!!

Tentar enquadrar o Galo em uma caixinha é besteira pura!

O Galo é um caso fora de qualquer estatística ou prognóstico.

Um time que foge do convencional e que é capaz de transformar jogos insonsos em batalhas épicas!

Lembro-me de um Galo e Vitória no Mineirão, em 1994, numa quarta-feira à noite.

Publicidade

Jogo fraco tecnicamente, sem muitas emoções.

No começo do segundo tempo, o Vitória abriu o placar e aos 39 fez o segundo.

Vários torcedores começaram a ir embora, o Galo se transformou e buscou o empate.

Um jogo que não prometia nada e entregou tudo!

Assim é a nossa história, como aconteceu recentemente com o Ceará, o Juventude, o Bragantino, o rival da Enseada das garças, Athletico PR e nos dois jogos contra o Santos.

Um time que cresceu na hora certa, adquirindo maturidade, equilíbrio, confiança e que tem personalidade.

Publicidade

Em outras épocas, o gol do Santos e a provocação barata teriam tirado o time do sério.
O time se perderia e não teria a capacidade de reagir e virar um jogo que estava “quase perdido”.

A cabeça no lugar, a concentração e a obediência tática venceram!

Os três otários que tripudiaram com o Clube, provaram na carne a lei do retorno: O Gabigol chutou a bandeira, o Lucas Veríssimo pisou com os dois pés e o Luan Peres chutou a bandeirinha também.

O Luan agarrou o Vitor Hugo no gol de empate e foi desmoralizado com a imposição física do nosso zagueiro; antes, ele já havia criado uma confusão com o Borbas.

O gol da virada começou numa defesa do Delfim, em um chute ridículo do Gabigol, que atrasou a bola; na sequência, o Lucas Veríssimo escorrega, cai sentado, enquanto o Borbas meteu uma meia-bicicleta, fazendo um dos gols mais bonitos da Arena.

Publicidade

O Barba recuperou jogadores, recuperou ambiente, sem alardes e dando mostras do que pretendia com o trabalho dele.

Sempre disse que o esquema de jogo seria o mesmo, independentemente de quem estiver jogando.

Colocou o elenco na mesma sintonia, na mesma rotação, que não se nota a ausência de jogadores importantes e que fazem a diferença.

Ele roda o elenco com inteligência e à medida em que o tempo passa, conhece melhor as potencialidades de cada jogador.

Um jogo coletivo que se desenvolve a olhos vistos.

Publicidade

Talvez essa seja a dificuldade do Alexsander no esquema: ele é muito individualista e não mostra um senso coletivo.

Como não poderia ser de outra maneira, o destaque ficou por conta do golaço do Borbas.

Ele é um jogador que se dedica ao esquema, incomoda a defesa adversária, é brigador e muito voluntarioso.

Jogador com a cara do Galo, assim como o Cuello!

Quando ele chegou, o que mais se ouvia eram críticas do tipo “o jogador que era reserva do Sasha no RedBull vai servir para o Galo?”

Publicidade

No dia 13/08/26, falei com o Marco Geves, em particular, e com meu amigo Luiz Novi, sobre o Thiago Borbas.
Não quis cornetar e falei que deveríamos deixar o cara chegar, jogar e aí, sim, avaliar.

Usei alguns exemplos da nossa história de jogadores que chegam com respaldo e não dão certo e outros que chegam desacreditados e se transformam com a camisa Alvinegra.

O Emerson ComBeição era ídolo na França e aqui nem precisa falar do fiasco;
Marques não foi titular no Corinthians, no Flamengo, no São Paulo nem no Vasco. Aqui virou ídolo; Guilherme Alves era reserva do Luisão no Vasco e aqui foi artilheiro do Brasileirão; Valdir Bigode nem reserva era no São Paulo. Foi artilheiro aqui; Renaldo, o baiano que veio do Paraná Clube, chegou sob desconfiança de todos e virou ídolo e torcedor; Tardelli e Jô com histórias muito parecidas.
Então, na minha opinião, era precoce falar alguma coisa.

Hoje já podemos falar de um cara que deu uma assistência contra o Athletico Paranaense, que puxou a marcação no primeiro gol abrindo espaço e que fez um gol de placa.

O Atleticano sabe o que é comemorar acréscimos!

90 minutos dentro da Arena é tempo demais!

Publicidade

Agora é o City Torque!

Vamos pra cima!

Aqui é Galo!!

Saudações Alvinegras!!!

Ass. André Luiz Rocha, Galo desde 1972
Revisão de texto: Gil Caniggiah

Compartilhar

Leia também