Fala, AlviNegraiada!!!
Tentar enquadrar o Galo em uma caixinha é besteira pura!
O Galo é um caso fora de qualquer estatística ou prognóstico.
Um time que foge do convencional e que é capaz de transformar jogos insonsos em batalhas épicas!
Lembro-me de um Galo e Vitória no Mineirão, em 1994, numa quarta-feira à noite.
Jogo fraco tecnicamente, sem muitas emoções.
No começo do segundo tempo, o Vitória abriu o placar e aos 39 fez o segundo.
Vários torcedores começaram a ir embora, o Galo se transformou e buscou o empate.
Um jogo que não prometia nada e entregou tudo!
Assim é a nossa história, como aconteceu recentemente com o Ceará, o Juventude, o Bragantino, o rival da Enseada das garças, Athletico PR e nos dois jogos contra o Santos.
Um time que cresceu na hora certa, adquirindo maturidade, equilíbrio, confiança e que tem personalidade.
Em outras épocas, o gol do Santos e a provocação barata teriam tirado o time do sério.
O time se perderia e não teria a capacidade de reagir e virar um jogo que estava “quase perdido”.
A cabeça no lugar, a concentração e a obediência tática venceram!
Os três otários que tripudiaram com o Clube, provaram na carne a lei do retorno: O Gabigol chutou a bandeira, o Lucas Veríssimo pisou com os dois pés e o Luan Peres chutou a bandeirinha também.
O Luan agarrou o Vitor Hugo no gol de empate e foi desmoralizado com a imposição física do nosso zagueiro; antes, ele já havia criado uma confusão com o Borbas.
O gol da virada começou numa defesa do Delfim, em um chute ridículo do Gabigol, que atrasou a bola; na sequência, o Lucas Veríssimo escorrega, cai sentado, enquanto o Borbas meteu uma meia-bicicleta, fazendo um dos gols mais bonitos da Arena.
O Barba recuperou jogadores, recuperou ambiente, sem alardes e dando mostras do que pretendia com o trabalho dele.
Sempre disse que o esquema de jogo seria o mesmo, independentemente de quem estiver jogando.
Colocou o elenco na mesma sintonia, na mesma rotação, que não se nota a ausência de jogadores importantes e que fazem a diferença.
Ele roda o elenco com inteligência e à medida em que o tempo passa, conhece melhor as potencialidades de cada jogador.
Um jogo coletivo que se desenvolve a olhos vistos.
Talvez essa seja a dificuldade do Alexsander no esquema: ele é muito individualista e não mostra um senso coletivo.
Como não poderia ser de outra maneira, o destaque ficou por conta do golaço do Borbas.
Ele é um jogador que se dedica ao esquema, incomoda a defesa adversária, é brigador e muito voluntarioso.
Jogador com a cara do Galo, assim como o Cuello!
Quando ele chegou, o que mais se ouvia eram críticas do tipo “o jogador que era reserva do Sasha no RedBull vai servir para o Galo?”
No dia 13/08/26, falei com o Marco Geves, em particular, e com meu amigo Luiz Novi, sobre o Thiago Borbas.
Não quis cornetar e falei que deveríamos deixar o cara chegar, jogar e aí, sim, avaliar.
Usei alguns exemplos da nossa história de jogadores que chegam com respaldo e não dão certo e outros que chegam desacreditados e se transformam com a camisa Alvinegra.
O Emerson ComBeição era ídolo na França e aqui nem precisa falar do fiasco;
Marques não foi titular no Corinthians, no Flamengo, no São Paulo nem no Vasco. Aqui virou ídolo; Guilherme Alves era reserva do Luisão no Vasco e aqui foi artilheiro do Brasileirão; Valdir Bigode nem reserva era no São Paulo. Foi artilheiro aqui; Renaldo, o baiano que veio do Paraná Clube, chegou sob desconfiança de todos e virou ídolo e torcedor; Tardelli e Jô com histórias muito parecidas.
Então, na minha opinião, era precoce falar alguma coisa.
Hoje já podemos falar de um cara que deu uma assistência contra o Athletico Paranaense, que puxou a marcação no primeiro gol abrindo espaço e que fez um gol de placa.
O Atleticano sabe o que é comemorar acréscimos!
90 minutos dentro da Arena é tempo demais!
Agora é o City Torque!
Vamos pra cima!
Aqui é Galo!!
Saudações Alvinegras!!!
Ass. André Luiz Rocha, Galo desde 1972
Revisão de texto: Gil Caniggiah

