Com mais um empate conquistado pelo Campeonato Brasileiro, contra o Flamengo, nesta quarta-feira (13), o Galo chega a 6 jogos sem vencer por todas as competições. Neste período, foram 4 derrotas e 2 empates. Claro, os resultados não contam toda a história, principalmente levando em conta que em algumas das partidas, o Galo entrou com times mistos ou reservas pelo Campeonato Brasileiro. Porém, o que preocupa a Massa não são só os resultados, mas sim a queda de desempenho do time. O que pode estar causando essa oscilação?
Durante sequência de 6 jogos sem vitória, o Galo conseguiu segurar um empate com o River Plate na Argentina e garantir a vaga para a final da Libertadores. No Brasileirão, porém, somente resultados ruins. Derrota por 3×1 para o Internacional em casa, derrota para o lanterna Atlético-GO e o empate com o Flamengo por 0x0 nesta semana. Na Copa do Brasil, duas derrotas (nem precisava dizer).
Foram 8 gols sofridos e somente 2 marcados no período.

Durante a sequência, a sempre questionada participação dos suplentes continuou sendo ruim. Nos jogos contra Internacional e Atlético-GO, os times, praticamente reservas, tiveram sérios problemas com a criação de jogadas e pareciam engessados em campo. O sistema defensivo, em especial, foi péssimo, cedendo muitos gols de erros individuais e permitindo escapadas fáceis ao não saberem lidar com a responsabilidade de jogar com uma linha alta. Porém, os únicos dois gols marcados no período foram de reservas: Vargas contra o Internacional (de pênalti) e Alan Kardec contra o Flamengo.
O time titular, por outro lado, não foi muito melhor. Com excessão da performance defensiva impecável no empate contra o River Plate na Argentina (que poderia ter sido uma vitória), os dois jogos disputados pelos (exceto Deyverson e Vera) principais joagdores foram péssimos. Na ida contra o Flamengo, o time não conseguiu se impor em campo e acabou tomando dois gols no 1º tempo, que saíram após muito volume de jogo do time adversário. Na segunda etapa, um erro individual gerou o 3º gol deles, mas uma blitz atleticana no final da partida causou o gol da esperança. Essa blitz foi uma melhora considerável no nível de jogo do time, que se estendeu para o próximo domingo. Mas, mesmo com uma melhor imposição em campo, tentativas de criação de chances e performances individuais melhores de algumas peças, o time ainda foi abaixo e perdeu por 1×0 após um gol de contra-ataque rápido.
Nessas partidas, os jogadores pareciam engessados. Com a excessão de Paulinho, a linha de frente parecia receosa de se desgrudar das posições e experimentar diferentes jogadas, o que é a característica principal desse ataque. O meio de campo não conseguiu ser efetivo em nenhuma das duas áreas requeridas ao não conseguir nem marcar de forma sólida e muito menos participar do ataque com eficiência. Claro, o ótimo sistema defensivo do Flamengo de Filipe Luís também pesou em desfavor dos alvinegros, mas a performance ainda não chegou ao nível de capacidade. O time teve extrema dificuldade quando conseguia chegar no último terço do campo. Toda a atenção da defesa estava depositada em Hulk e Paulinho, já que, pela maioria dos jogos, não havia um centro-avante de ofício dentro da área utilizando sua gravidade para liberar os craques alvinegros.
Talvez o momento mental dos jogadores logo após uma classificação para a final da Libertadores também tenha pesado na final contra o Flamengo, com os jogadores só entendendo e sentindo a urgência do momento quando já era tarde demais. E o impacto mental de perder um título em casa e ter que jogar contra a mesma equipe em um Maracanã lotado também deve ter pesado neste meio de semana.
Independente das oscilações, uma coisa não pode ser questionada: O Galo tem força, com seus 11 iniciais “ideais”, para enfrentar e vencer qualquer adversário das Américas. E, mesmo quando não estiver em seu melhor futebol, o time de Milito consegue apresentar desempenhos respeitáveis e se adequar a cada jogo, como fez durante toda a boa sequência nos mata-matas de Libertadores e Copa do Brasil. É um time com várias estrelas, que conseguem atuar de diferentes formas e decidir partidas. E, mesmo com a confecção de elenco não dando profundidade o suficiente para os suplentes, o futebol apresentado por todos os jogadores do elenco está aquém do potencial.
Para nos fortalecermos para a reta final do Brasileirão, conseguirmos a vaga para Libertadores pela competição nacional e, principalmente, para a final da Libertadores, Gabriel Milito e sua equipe tem trabalho a fazer. Por sorte, temos mais 16 dias até o momento mais importante da recente história do Galo. Eles já nos mostraram várias vezes o que conseguem fazer e o nível que conseguem alcançar. Deram mais motivos para confiar neles do que o contrário. Oscilações podem acontecer, só não podem nos custar nossos objetivos. Vamos encarar o final do ano de cabeça erguida e com confiança.
