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Goleada com assinatura coletiva e para retomar a confiança

Na noite desta quinta-feira, o Atlético fez as pazes com a rede ao golear o Deportes Iquique por 4 a 0, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana 2025. A atuação…

Victor Barboza
Victor Barboza
Publicado em 11 abr 2025 · 4 min de leitura

Na noite desta quinta-feira, o Atlético fez as pazes com a rede ao golear o Deportes Iquique por 4 a 0, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana 2025. A atuação dominante no Mineirão não apenas recolocou o Galo na liderança do Grupo H, como também serviu para resgatar a confiança do grupo. O Galo mostrou, mais uma vez, uma identidade ofensiva que caracteriza os melhores momentos da equipe alvinegra na atual temporada.

Análise dos gols

Logo aos 34 segundos, o time mostrou que estava com sede de gols e fome de vitória. A construção do primeiro gol foi um retrato fiel de um time que treina, entende e executa conceitos modernos de aproximação, superioridade numérica e transição de corredores com excelência. Um golaço coletivo, marcado pela troca de passes curtos e de primeira, até que Natanael recebeu com espaço no lado oposto, bateu cruzado, e Rony completou para o gol.

Pedro Souza/Atlético

Nos primeiros minutos de jogo, já vimos um time intenso, com muita movimentação e agressividade para atacar espaços. O segundo gol foi questão de tempo. Cuello e Arana confundiram a marcação pela esquerda. Enquanto o argentino abria no corredor esquerdo, o lateral da seleção brasileira avançou por dentro, tabelou com o Hulk, invadiu a área e sofreu pênalti. Hulk, com muita tranquilidade, converteu.

No terceiro, brilhou a inteligência de Gustavo Scarpa. Após mais uma bonita troca de passes, o camisa 10 recebeu com liberdade no meio campo, mas já tinha “quebrado o pescoço” (movimento realizado com a cabeça para mapear espaços) para visualizar a infiltração do Rubens antes mesmo de receber a bola. Com muita classe, Scarpa encontra Rubens na área, que escora para Natanael completar no segundo poste.

Após contra-ataque rápido do Galo, o defensor do Iquique colocou o braço na bola dentro da área e Gustavo Scarpa converteu para marcar o quarto gol. O meia vivia um jejum de gols e celebrou bastante.

O Atlético controlou todos os aspectos do jogo, ofensivamente e defensivamente. Mesmo que tenha tirado o pé na segunda etapa, o Galo já havia deixado sua mensagem: a crise de confiança que rondava os bastidores após quatro jogos sem vencer não mudou a forma como o time encara os jogos.

Mais uma vez, vimos um time vertical, rápido, de muita movimentação e troca de posições. Também é importante destacar a entrada do Rubens no time que começou a partida. O cria do Galo entrou no lugar de Gabriel Menino, atuando como um segundo homem de meio campo e participou ativamente da partida.

A importância da goleada: fator mental em campo

A vitória veio em um momento crucial. O futebol, muitas vezes, é mais mental do que físico ou técnico. Quando um time entra em campo sob desconfiança, seja interna ou externa, o desempenho tende a ser prejudicado. Contra o Iquique, o Atlético não só venceu: se reencontrou. Reforçou convicções, consolidou padrões e resgatou a autoestima.

Pedro Souza/Atlético

O resultado não pode ser superestimado pelo nível do adversário, mas deve ser valorizado pela forma como foi construído: com autoridade, intensidade e qualidade técnica.

O que vem pela frente

Líder do grupo H com uma atuação de manual, o Galo agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, onde ainda busca a primeira vitória. O desafio é neste domingo, contra o Vitória, às 20h30, no Mineirão. O objetivo é claro: transformar o bom futebol de quinta em combustível para a maratona que será o calendário nacional.

Se repetir o espírito coletivo, a criatividade e o controle demonstrados contra o Iquique, o Atlético tem tudo para transformar uma vitória pontual em um ponto de virada na temporada.

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#atletico mg #galo

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