O Atlético voltou a decepcionar no Campeonato Brasileiro. Na noite deste domingo,14, o Galo empatou com o Vitória por 2 a 2 no Mineirão, em partida válida pela terceira rodada da competição nacional. Diante de um adversário tecnicamente inferior, que ainda não venceu no torneio, o time mineiro ficou duas vezes atrás no placar e buscou o empate com gols de Fausto Vera e Igor Gomes, ambos no segundo tempo.
Apesar de ter conseguido reagir, o resultado e, principalmente, o desempenho do Atlético deixaram um gosto amargo para o torcedor. A atuação irregular e a dificuldade em superar um adversário fragilizado escancararam mais uma vez as carências do elenco atleticano, que sentiu demais as ausências do zagueiro Lyanco e do volante Alan Franco.
Reação tardia
No primeiro tempo, o Atlético quase não sofreu defensivamente, mas tampouco apresentou volume ofensivo. Faltou criatividade e poder de decisão no terço final do campo. As oportunidades criadas foram escassas e mal aproveitadas. Substituindo os titulares, o jovem zagueiro Iván Román e o argentino Fausto Vera cumpriram bem o papel, dentro das limitações do coletivo.
O segundo tempo começou com o Vitória abrindo o placar, o que pareceu finalmente acordar o Atlético para o jogo. O time aumentou a pressão no campo de ataque, buscou mais o gol e conseguiu o empate com Fausto Vera, de cabeça. A reação, no entanto, não durou. Uma nova falha defensiva permitiu ao time baiano fazer o segundo. Só então, novamente no abafa, o Galo conseguiu o 2 a 2 com Igor Gomes, já na reta final.
Volume sem organização
Apesar do número elevado de finalizações, 34, o Galo novamente pecou na efetividade. As chances apareceram, mas sem construção coletiva clara. Muitas delas surgiram na base do “abafa” e da correria, e não por jogadas trabalhadas de pé em pé. A desorganização ofensiva e a falta de inspiração individual foram visíveis.
Gustavo Scarpa, que criou bastante em jogos anteriores, não conseguiu contribuir da mesma forma. Hulk teve uma de suas piores atuações no ano, errando praticamente tudo o que tentou e “matando” jogadas promissoras. Natanael e Rubens, tiveram participação direta no segundo gol sofrido.
Em noite de pouca inspiração individual, vale a pena destacar as iniciativas de Bernard, que entrou chamando a responsabilidade, distribuindo bons passes e com uma postura bem agressiva.

Desfalques custam caro
A ausência de peças como Lyanco e Alan Franco teve impacto maior do que deveria. O desempenho do time sem eles acende um alerta sobre a profundidade — ou a falta dela — no elenco alvinegro. A diretoria teve tempo para reforçar o grupo no início da temporada, mas mais uma vez preferiu deixar lacunas para serem resolvidas em janelas futuras.
No futebol, é comum sentir o peso de desfalques. Entretanto, o time não deveria ser tão impactado diante de um adversário frágil como a equipe do Vitória.
A estratégia, que já custou pontos importantes em edições passadas do Brasileirão, pode novamente comprometer os objetivos do clube. A pergunta que fica é: valerá a pena? O histórico recente sugere que não.
