Nada de “salto alto”. Veja a análise sobre a goleada que classificou o Atlético para a terceira fase da Copa do Brasil.
O Atlético venceu o Manaus por 4 a 1, jogando no Mineirão, e se classificou para a terceira fase da Copa do Brasil. O torcedor que estava receoso com a chance do Galo entrar desligado ou com “salto alto” diante de um adversário tecnicamente inferior obteve uma resposta satisfatória.
Ligado do início ao fim, o time de Cuca mostrou intensidade com e sem a bola, além de um alto nível de concentração para atacar e defender. Isso fez com que o Atlético convertesse toda a diferença técnica entre as equipes em gols.
Movimentação no ataque
Mais uma vez, o torcedor atleticano conseguiu acompanhar um ataque com muita velocidade e mobilidade. Formado por Scarpa, Alisson, Cuello e Rony, o setor ofensivo do Galo usou e abusou positivamente das trocas de posições, tanto por fora quanto por dentro, para confundir o adversário. Alisson, por exemplo, que começou a partida na ponta direita, também atuou por dentro como um segundo atacante — e foi assim que marcou o primeiro gol do time alvinegro.
Cuello, mais uma vez, mostrou facilidade para atuar em ambos os lados. O argentino marcou o segundo gol atleticano jogando pelo lado direito, de dentro para fora, e finalizando com a perna esquerda.
No terceiro gol, mais um exemplo de um ataque que se movimenta muito. Rony recebeu um excelente passe do garoto Alisson e se posicionou de forma para proporcionar uma melhor chance de finalização.

Criação
Com tantos atacantes rápidos e móveis para marcar, acabou sobrando espaço para Gustavo Scarpa e Gabriel Menino. Scarpa jogou com muita liberdade para se movimentar, buscando sempre o setor da bola e distribuindo o jogo. Quando precisou baixar para participar da fase de construção, o camisa 10 fez isso muito bem. No quarto gol, Scarpa deu um lindo passe para Cuello, que escorou para Deyverson marcar.
Já o Menino, aproveitou a liberdade que tinha para progredir e arriscou chutes perigosos de fora da área. Quando avançava, arrastava um marcador e abria espaço para outro jogador.
Outro nome importante na fase de construção foi o lateral Guilherme Arana. Mesmo quando não se destaca com assistências, ele se torna peça fundamental na saída de bola, encontrando excelentes passes por dentro e ajudando a distribuir o jogo
Galo rústico?
Cuello, Natanael — que fizeram mais uma partida consistente — e Rony chegaram recentemente ao clube, mas fazem parecer que estão há anos em Belo Horizonte. São três jogadores que se entregam ao máximo e dão intensidade a todas as jogadas que participam.
Rony, por exemplo, apesar de ter perdido uma chance clara no primeiro tempo, fez questão de lutar até o final por todas as bolas e jogadas, até mesmo na segunda etapa. Mesmo com o jogo já resolvido, o “Rústico” seguiu brigando pelos espaços. Posturas como essas têm feito o jogador cair cada vez mais nas graças da Massa.
De modo geral, falando sobre o desempenho coletivo da equipe, o Galo somou 33 finalizações na partida, com 663 passes trocados (40% deles no último terço de campo). O golaço sofrido acabou sendo um lance “isolado” da partida.
Por fim, mais uma vitória incontestável do Galo de Cuca, que não tomou conhecimento do adversário e fez o que precisava ser feito. Com a classificação, o alvinegro embolsou R$ 2.315.250 em premiação e já pode pensar no primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro.
Confira os números de Cuca, no Atlético em 2025:
- 9 jogos
- 8 vitórias
- 1 empate
- 17 gols marcados
- 2 gols sofridos
- 92.59% de aproveitamento
