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13 de maio de 2026

Quem será a reposição de Hulk? Confira possibilidades

Hulk na chegada da delegação à Arena MRV, antes do jogo contra o Flamengo.

Principal referência do Atlético nos últimos anos e líder das últimas conquistas, o atacante Hulk encerrou de forma definitiva seu ciclo no Galo no último domingo (10), partida em que recebeu homenagens do clube e da torcida antes da bola rolar para Atlético e Botafogo. Sem o camisa 7, o Atlético perde seu maior nome dos últimos anos — tanto esportivamente quanto institucionalmente. Afinal, haverá reposição à altura?

O que é dito pela diretoria?

Em relação à possibilidade do Atlético contratar um substituto do tamanho de Hulk, as expectativas não são das melhores. Em entrevista ao UOL, realizada no dia 24 de abril, o CEO Pedro Daniel afirmou que o clube não fará grandes investimentos na janela deste ano:

“Essa janela do meio do ano, que muita gente está discutindo, não será forte no sentido de investimento pelo Atlético. A gente está muito focado no reperfilamento da dívida, na mudança de perfil, que já ocorreu em grande parte. Não haverá grandes investimentos nessa segunda janela. Isso não está no nosso planejamento” — afirmou Pedro Daniel.

Dessa forma, a prioridade da SAF do Galo está voltada para a reorganização financeira do clube. Desde a implementação do novo modelo de gestão, o Atlético tem buscado reduzir custos, alongar dívidas e equilibrar as contas, cenário que naturalmente limita investimentos mais agressivos no mercado.

Com a confirmação de que não haverá grandes aportes financeiros durante a janela do meio do ano, a tendência é que o clube adote uma postura mais cautelosa nas contratações. Assim, o Atlético deve priorizar oportunidades de mercado, como jogadores livres, atletas em fim de contrato ou negociações de baixo custo.

Quem poderia chegar e criar uma identificação com o clube?

Diante de todo esse contexto, pensar em uma reposição de peso para o lugar de Hulk se torna uma tarefa ainda mais complicada. Afinal, além do desempenho dentro de campo, o atacante construiu uma relação forte com a torcida e se transformou em símbolo de uma das fases mais vitoriosas da história recente do Galo. Mesmo assim, existem alguns nomes que poderiam surgir como oportunidades de mercado e, ainda que não atinjam o tamanho do grande ídolo atleticano, teriam potencial para reanimar a torcida e construir identificação com o clube ao longo do tempo.

Fred

Revelado nas categorias de base do Atlético, o volante Fred, de 33 anos, está atualmente no Fenerbahçe-TUR. O nome do jogador esteve ligado ao Galo nos últimos meses e, de acordo com apuração da época, realizada por Marco Geves, do Canal Bica Galo, o clube abriu negociações para contar com o atleta na metade do ano, período em que se inicia a janela de transferências europeia. O brasileiro possui contrato com o time turco até o início de 2027 e, poderia assinar, no mínimo, um pré-contrato com o Galo para a próxima temporada.

Além da qualidade técnica e da experiência acumulada no futebol europeu, com passagem pelo Manchester United-ING, um dos gigantes do continente europeu, Fred também carrega uma forte identificação com o Atlético. Durante períodos de férias, o volante já foi visto diversas vezes acompanhando partidas do clube na Arena MRV, fator que pesa justamente na questão da identificação com a torcida citada anteriormente.

Foto: @moniquesalum/Instagram

Lucas Torreira

Outro jogador com bagagem em grandes clubes europeus, como Arsenal-ING e Atlético de Madrid-ESP, o uruguaio Lucas Torreira, volante do Galatasaray-TUR, também esteve fortemente ligado ao Atlético no início do ano. Na ocasião, foi relatado que o jogador de 30 anos desejava retornar à América do Sul com o intuito de ficar mais próximo da família, especialmente por questões relacionadas ao seu pai. No entanto, encontrou resistência do clube turco, que fez jogo duro para liberar o atleta.

Torreira chegaria ao Atlético com status de reforço de impacto. Além da qualidade técnica no meio-campo, o uruguaio também se encaixaria no perfil de jogador desejado pela torcida atleticana por conta de sua intensidade e entrega dentro de campo. O atleta, inclusive, é constantemente apelidado de “Formiga” ou “Formiga Atômica”, justamente por reunir características de um jogador baixinho, mas extremamente aguerrido, incansável e combativo durante as partidas. Porém, o cenário é mais difícil: o jogador possui contrato vigente até 30 de junho de 2028 com o seu time. Dessa forma, o Galo teria que desembolsar algum valor para ter o volante.

Foto: Ahmad Mora/Getty Images

Éverson: o único remanescente do triplete alvinegro

Internamente, o Galo pode encontrar uma nova liderança para o elenco. Com a saída de Hulk, o goleiro Éverson passa a ser o único remanescente do time campeão de tudo em 2021, temporada em que o clube conquistou o histórico triplete alvinegro, com Campeonato Mineiro, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

No clube desde 2020, Éverson se consolidou como uma das referências técnicas e de regularidade do elenco ao longo dos últimos anos. No total, o paredão atleticano soma 376 jogos defendendo as cores do Galo. Agora, sem Hulk, o goleiro tende a assumir um papel ainda maior de liderança dentro do grupo, tanto pela experiência quanto pela identificação construída com a torcida atleticana ao longo desses anos.

Foto: Pedro Souza/Atlético

Cassierra: o novo camisa 9

Contratado no início do ano junto ao Zenit-RUS por cerca de 10 milhões de euros (R$ 63 milhões), sendo € 7 milhões (R$ 44 milhões) fixos e € 3 milhões (R$ 19 milhões) em bônus por metas, o atacante Mateo Cassierra demorou a engrenar pelo Galo. O colombiano conviveu com a falta de oportunidades entre os 11 iniciais, entrando de forma esporádica no decorrer das partidas.

No entanto, com o imbróglio envolvendo Hulk, Cassierra acabou recebendo mais oportunidades com o técnico Eduardo Domínguez e hoje vive seu melhor momento em Minas Gerais. Nas últimas sete partidas, o atacante marcou quatro gols e distribuiu uma assistência.

Aos poucos, o reforço do Atlético na temporada de 2026 vem conquistando espaço dentro de campo e ganhando o carinho da torcida atleticana, que já começa a enxergar no colombiano um possível papel de protagonista no ataque.

Cassierra em jogo contra o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro.
Foto: Pedro Souza/Atlético

Substituir Hulk e assumir todo o protagonismo que o atacante teve durante sua passagem vitoriosa pelo Galo é uma tarefa quase impossível. No total, o camisa 7 disputou 309 jogos oficiais pelo clube, com 140 gols marcados e 59 assistências distribuídas.

Além do pentacampeonato mineiro consecutivo (2021, 2022, 2023, 2024 e 2025) e da conquista da Supercopa do Brasil de 2022, Hulk foi o grande protagonista das campanhas históricas dos títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil de 2021, encerrando um jejum de cinco décadas sem a principal conquista nacional.

Cabe à diretoria do Galo — dentro de suas limitações financeiras — encontrar uma referência que consiga, ao menos, representar parte do que Hulk fez pelo clube.