Depois da classificação sofrida da seleção brasileira — no melhor estilo Galo — tivemos a oportunidade de acompanhar a seleção paraguaia fazer história ao eliminar a tetracampeã Alemanha nos pênaltis. Um grande feito que contou com uma ótima atuação do zagueiro Júnior Alonso, ex-xerifão do Atlético.
É preciso ser honesto: o ciclo de Alonso com a camisa do Galo já havia chegado ao fim. Sua segunda passagem por Minas Gerais, em 2022, motivada pela guerra na Ucrânia, já dava sinais claros disso. Dois anos depois, em 2024, o paraguaio retornou ao clube pela terceira vez e, novamente, vimos um Alonso muito abaixo do nível que o transformou em ídolo da torcida atleticana naquele ano mágico de 2021.
A paciência da Massa até durou bastante, afinal, trata-se de um dos grandes ídolos recentes do clube. No entanto, no fim de 2025, Alonso já era um dos jogadores mais criticados pela torcida (e, pelo que apresentava em campo, com razão). No entanto, precisamos ser justos: o seu fim de ciclo com a camisa do Atlético foi digno.
Depois de oscilar entre a titularidade e o banco de reservas, Alonso voltou a ganhar espaço com o técnico Eduardo Domínguez. A virada aconteceu justamente na vitória por 3 a 1 sobre o rival, no Mineirão, quando o treinador adotou o esquema com três zagueiros. Em campo, deu a lógica contra o Cruzeiro, e Alonso não deixou mais o time titular, acumulando boas atuações e trazendo mais segurança ao sistema defensivo do Atlético.
Além do desempenho em campo, o comportamento do paraguaio fora dele sempre foi exemplar. Mesmo durante o período de queda de rendimento, Alonso nunca tornou público qualquer incômodo por ter perdido espaço na equipe. Pelo contrário: nos momentos mais delicados do clube, era frequentemente um dos poucos jogadores dispostos a falar com a imprensa e assumir a responsabilidade diante da torcida, cumprindo o seu papel de liderança e ídolo do Galo.
Reconhecer todos esses pontos não significa defender a permanência de Alonso, que já acertou sua saída para o futebol dos Estados Unidos. Reitero: o ciclo do zagueiro com a camisa do Atlético realmente chegou ao fim. No entanto, é justo destacar a recuperação que ele teve na reta final de sua passagem pelo Galo. Depois de um enorme período de muitas críticas, o paraguaio voltou a apresentar um bom nível de desempenho, recuperou a confiança e encerrou sua trajetória no Galo em boa forma, coroando esse momento com uma Copa do Mundo histórica pela La Albirroja.
Que fiquem as boas lembranças de uma trajetória marcante com a camisa do Atlético. Obrigado por tudo, xerifão! E que a Copa do Mundo reserve mais zebras pelo caminho.