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DO QUASE À HISTÓRIA: Domínguez tem duas chances de título pelo Galo

Após o “quase” de Milito em 2024, Eduardo Domínguez chega a duas semifinais e pode escrever um novo capítulo para os argentinos na história do Galo.

Falaavitao
Falaavitao
Publicado em 29 set 2026 · 4 min de leitura
Imagem: Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

Por décadas, quando um treinador estrangeiro assumia o comando do Atlético, era comum ouvir o sotaque uruguaio pelos lados da Cidade do Galo. A história, porém, mudou nos últimos anos.

A presença argentina ganhou força e passou a ocupar um espaço cada vez maior no banco alvinegro. Jorge Sampaoli, Antônio Mohamed, Eduardo Coudet e Gabriel Milito comandaram o Galo em um período relativamente curto.

Agora, Eduardo Domínguez tenta escrever um capítulo diferente dessa história e o cenário não poderia ser mais simbólico. O argentino está à frente de um Atlético que disputa, simultaneamente, as semifinais da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana.

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Milito chegou às duas finais — mas ficou no quase

 

Argentino Gabriel Milito, comandando os treinamentos do Galo na temporada 2024. Foto: Pedro Souza/Atlético MG

A comparação com Gabriel Milito é inevitável. Em 2024, o argentino conduziu o Atlético a duas das decisões mais importantes da temporada: Copa do Brasil e Libertadores. O Galo, porém, acabou derrotado nas duas finais. Primeiro, diante do Flamengo, na Copa do Brasil. Depois, contra o Botafogo, na decisão da Libertadores.

Milito deixou o clube sem conseguir levantar as duas principais taças que disputou naquele ano. Agora, dois anos depois, outro argentino recebe uma oportunidade parecida.

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Domínguez e o desafio em dose dupla

Eduardo Domínguez chegou ao Atlético carregando uma trajetória vencedora no futebol argentino. O treinador já conquistou títulos importantes pelo Estudiantes e ganhou reputação especialmente pelo desempenho em competições de mata-mata.

No Atlético, a caminhada também ganhou contornos especiais. Na Sul-Americana, o Galo avançou até a semifinal após uma classificação dramática contra o Santos.

Depois de perder por 2 a 0 na Vila Belmiro, o time comandado por Domínguez reagiu na Arena MRV, venceu por 4 a 2 e garantiu a vaga nos pênaltis. Agora, o adversário será o Montevideo City Torque.

E há uma curiosidade nessa história: o confronto coloca o argentino diante justamente de um clube uruguaio — país que historicamente mais forneceu treinadores estrangeiros ao Atlético.

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Eduardo Domínguez na beira do gramado durante o jogo entre Atlético e Santos pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. Foto: Pedro Souza / Atlético

O caminho também está aberto na Copa do Brasil

Atlético-MG Campeão da Copa Intelbras do Brasil 2021. Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

Se a Sul-Americana oferece ao “Barba” a possibilidade de conquistar um título continental, a Copa do Brasil apresenta outro caminho para entrar na história do clube.

O Atlético está novamente entre os quatro melhores da competição e terá o Grêmio pela frente na semifinal. Ou seja, Domínguez está a poucos jogos de disputar duas finais, e é justamente aí que a história ganha peso.

De vice em 2024 à chance de ser campeão em 2026

Milito mostrou, em 2024, que um argentino poderia levar o Atlético às decisões mais importantes do calendário. Faltou a taça. Domínguez agora tem a oportunidade de ir além.

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Caso consiga conduzir o Galo a um título, o treinador não apenas colocará seu nome na galeria de campeões do clube, como também poderá marcar uma nova etapa na relação entre o Atlético e os treinadores argentinos.

A história dos estrangeiros no Galo começou sendo fortemente marcada pelos uruguaios. Nos últimos anos, os argentinos assumiram protagonismo.

Agora, Eduardo Domínguez tem a chance de transformar esse protagonismo em taça. A Massa espera para descobir.

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