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PRETO NO BRANCO

O GALO É O TIME DA VIRADA E DELFIM É O HERÓI DA NOITE

Max Pereira
Max Pereira
Publicado em 17 set 2026 · 5 min de leitura

Noite de Galo, noite de Delfim, noite de superação, noite de classificação. Noite para não se esquecer jamais. E, em um jogo que ficou para a história e no qual o Atlético ora parecia que ia ao céu e ora parecia que ia mergulhar no inferno, o Glorioso, pelas mãos de um jovem goleiro, renasceu no paraíso,

Foi um jogo onde o Galo viveu momentos diferentes e que retrataram fielmente o Atlético de hoje. Teve de tudo. No primeiro tempo vimos um Galo coletivamente dominante, propositivo, defensivamente consistente e, como não podia ser diferente, tomando um susto.

Sem exagero, o Atlético até que poderia ter matado o jogo e a classificação ainda nos primeiros 45 minutos, não fosse a dupla infelicidade de Lyanco.

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O visceral zagueiro atleticano não só desperdiçou uma chance clara de gol, quando, livre, leve e solto, cabeceou por cima do meta de Brazão, com o também jogou contra o próprio patrimônio.

Àquela altura da partida. Fred já havia lançado Bernard, que, mesmo depois de escorregar, não deixou o Santos respirar, ao abrir o placar com cerca de trinta segundos de jogo.

Mas, o Galo continuou proativo e impositivo. Fred, iluminado, deu uma de ponta e uma assistência com açúcar e com afeto para Reinier marcar um golaço. Galo 2 x 0.

Parecia que o céu era o limite. Ai, veio o primeiro sobressalto. O gol contra de Lyanco. Mas, Reinier estava inspirado. Primeiro, o talentoso falso 9 fez o pivô e achou Lodi pelo flanco esquerdo para, em seguida, se projetar na área santista e, como um centroavante raiz, finalizar com extrema categoria no contrapé de Gabriel Brazão. Galo 3 x 1.

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No segundo tempo, viu-se um Atlético bem diferente. Desgastado, sem inspiração e mentalmente batido, o Galo viu o Peixe crescer e passar de dominado a dominante. Não fosse Gabriel Delfim a vaca teria ido para o brejo.

Se nao foi incomodado na etapa inicial, Delfim, com duas defesas espetaculares, foi fundamental para o Atletico chegar vivo nas disputas de pênalti.

Em duas finalizações, uma de Gabriel Barbosa e outra de Bontempo, que desviaram em zagueiros atleticanos, Delfim mostrou reflexo e elasticidade para evitar que o Peixe estragasse de vez a festa atleticana.

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Porém, em uma escapada de Gabriel Barbosa, o Santos que jogava melhor, chegaria ao seu segundo gol. E Lyanco, que deu o bote errado, parecia condenado a comer o pão que o diabo amassou.

Mas, o Galo é o time de virada, não desiste nunca. Tirando forças não sei de onde, o time atleticano, mesmo em ser brilhante, cresceu no último terço da etapa final e foi buscor o gol que levou a decisão para a disputa de pênaltis.

Diziam o antigos que o jogo só acaba quando o árbitro apita pela última vez. E na o há como contestar isso. Já nos descontos, Cuello que por pouco não deixou o Atlético e foi para o futebol russo, deixou russa a partida para o Peixe.

Natanael cruza com maestria e o argentino, artilheiro do Atlético na temporada, vindo de trás, se infiltra e cabeceia no canto direito baixo de Brazão, sem defesa para o goleiro adversário. Galo 4 x 2.

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Era noite do Galo, era noite de Delfim, era noite de virada. Gabi-não-faz-gol-de-pênalti no Delfim foi o primeiro a esbarrar o paredão atleticano. João Schmidt e Arthur também não superaram o jovem goleiro do alvinegro das Gerais.

Com três defesas espetaculares, Delfim se tornou o grande herói de classificação. Mas, é verdade também que os jogadores atleticanos merecem loas pela resiliência, pela entrega, pela capacidade de superação, por não desistirem nunca e pelo espírito de grupo demonstrado.

E, a bem de justiça, há que se reconhecer o excepcional trabalho do Barba, elogiado publicamente pelos próprios atletas, de sua comissão técnica, do Guilherme Alves e dos demais profissionais que atuam direta e indiretamente no futebol.

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Sem esse trabalho o time do Atlético nao teria evoluido como evoluiu e, tampouco, seria o dono do melhor desempenho e do melhor campanha pós-Copa entre todos os clubes brasileiros.

Sem esse trabalho e sem essa torcida que ganha jogo e já derrotou o vento mais de uma vez, essa noite teria sido bem diferente.

Terceira defesa de Gabriel Delfim em Galo x Santos pela Copa do Brasil. Foto: Pedro Sousa.

E não foi diferente porque aqui é Galo. É o Galo de João Leite, o goleiro de Deus, de São Victor e de Everson. É o Galo de Gabriel Bonfim.

É o Galo escorregadio em todos o sentidos (é impressionante como os jogadores atleticanos escorregam e patinam no gramado de sua própria casa) que fez o time praiano cair de quatro durante o tempo regulamentar.

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É o Galo que nos pênaltis bateu o Peixe com gols marcados por Scarpa, Igor Gomes e Thiago Borbas contra um de Bomtempo que por pouco, muito pouco, não se transformou em tempestade.

É também o Galo de milhões de atleticanos espalhados pelos quatro cantos do mundo. É o Galo de todos nós. Afinal, nós somos Clube Atlético Mineiro.

Por isso, a noite foi também de cada Galista apaixonado que chorou de felicidade e gritou a plenos pulmões: O GALO É O TIME DA VIRADA, O GALO É O TIME DO AMOR E DELFIM É O GRANDE HERÓI DA CLASSIFICAÇÃO.

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