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PRETO NO BRANCO

O GALO ESTÁ NA FINAL DA SUL-AMERICANA MAS, O ALERTA VERMELHO FOI LIGADO

Max Pereira
Max Pereira
Publicado em 22 out 2026 · 5 min de leitura

Como disse o Bernard, ninguém chega a uma final de uma competição continental por acaso. Há méritos e existem ainda muitas coisas interessantes nesse Atlético pós-Copa de Eduardo Domingues, o Barba.

Porém, contudo, todavia, o Galo que esteve em campo no Centenário decidindo a sua vida nessa Sul-americana 2026 deixou muito a desejar e certamente trouxe muitas preocupações para o seu treinador, para os próprios jogadores e para a sua torcida.

Lyanco, extremamente feliz e certeiro em sua entrevista na zona mista logo após o jogo, reconheceu que o adversário esteve mentalmente muito acima do Atlético. A verdade, nua e crua, é que o Galo jogou muito mal e que as cabeças atleticanas estavam muito dançadas.

A equipe atleticana em nada lembrou aquele time vibrante, intenso, coletivamente impositivo e denso, que levou o clube fazer uma campanha de recuperação no Brasileirão espetacular e, também, chegar onde chegou até agora na Sul-americana e na Copa do Brasil.

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O scalt da partida traduz uma superioridade bastante preocupante do time uruguaio diante de um Atlético que, à exceção de dois lances no primeiro tempo(um com Bernard e outro com Vitão) e de uma bola na trave(Reinier) e de uma finalização por cima do travessão na etapa final, nada produziu, nada construiu, nada jogou.

Cumprindo a promessa de seu treinador,, Marcelo Mendes, o City Torque buscou durante todo o jogo explorar as debilidades do time atleticano, ao mesmo tempo em que se beneficiava de uma postura sem muita inspiração, sem muita densidade do Atlético.

Em rotação baixa e mentalmente muito abaixo dos adversários, os atleticanos repisaram falhas que em outros momentos foram fatais. A defesa voltou a bater cabeça de forma muito preocupante no jogo aéreo e o time errou passes em demasia.

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Foi impossível não lembrar de uma recente entrevista coletiva,, do Barba, na qual o treinador atleticano, com extrema felicidade e argúcia, definiu o momento atual do Atlético, indo ao encontro de tudo aquilo que eu venho defendendo, falando e escrevendo e que pode ser resumido em uma de suas frases, poderosa e definitiva: “O que nos preocupa é a saúde dos nossos jogadores”.

E, nesse jogo foram o desgaste mental dos atleticanos e os erros e a postura decorrentes que mais chamaram a atenção e preocuparam o mundo atleticano.

A expulsão de Alan Franco sintetizou tudo isso. Claro que a desgaste físico e as lesões consequentes preocupam e muito. Mas, não há como não se descurar da saúde mental dos jogadores alvinegros.

2026 tem sido um ano extremamente complicado para o Atlético. A desestruturação emocional, mental e moral do elenco chegou a um nível tão assustador que muitos, eu entre estes, passaram a entender que o grupo atleticano havia falido com o tal.

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E é em razão de um combo de problemas que tęm sacudido a vida do clube nesses últimos tempos , sejajm aqueles que ainda remanescem, sejam aqueles que deixaram sequelas emocionais e mentais, as quais inevitavelmente acabam se refletindo negativamente no desempenho dos jogadores em campo, é que venho me perguntando com que pernas e com que cabeças o Galo chegará à reta final desta temporada.

O alerta vermelho foi ligado e é exatamente por isso, que, além de reconhecer os méritos alvinegros e comemorar a classificação para a final da Sula, volto a alertar para a necessidade imperiosa de se adotar nesta reta final de temporada o máximo cuidado com o elenco.

Nesse sentido, é preciso entender o quão importante e fundamental é rodar o time, é a qualidade da gestão do vestiário, é blindar o grupo dos ataques externos, é não alimentar os circos midiáticos e é fazer o jogo dos bastidores com eficiência, resgatando o respeito perdido.

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Alguém ainda duvida que no meio do caminho atleticano nesta reta final de temporada só existirão pedras e espinhos? O Atlético terá pela frente uma jornada pesadíssima e algumas arapucas a superar.

Para que não paire dúvida nenhuma em relação aos enormes desafios que o Atlético tem pela frente, lembro que os três próximos compromissos do clube são o Flamengo no Maracanã na próxima segundo-feira, dia 26, o rival azul na Arena, quinta-feira, dia 29 e o Grêmio em Porto Alegre, domingo, 1 de novembro, partida de ida pela semi-final da Copa do Brasil.

Um cenário catastrófico não impossível de derrotas para os dois rivais tradicionais, inevitavelmente gerará uma crise de altas proporções que poderá comprometer irreversivelmente o futuro do clube na Copa do Brasil.

A exemplo do que sempre acontece nesses momentos em que o clube tem confrontos decisivos, o circo midiático que nunca tem as suas lonas desmontadas, continuará produzindo seus hediondos e sujos shows de horrores, visando desestatizar o clube.

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Infelizmente, alguns perfis e youtubers atleticanos recorrentemente contribuem com este circo, ao repercutir de forma acrítica seus conteúdos. Isso precisa ser combatido e este circo tem que ser desmontado de uma vez por todas.

O Atlético está a 90 minutos de mais um título internacional e, paralelamente, tem outros desafios de bastante complexidade. Jogar contra tudo, contra os inimigos de sempre e contra si próprio, i.e., contra seus problemas, contra seus erros e contra suas limitações, é a sina atléticana.

O alerta vermelho está ligado, exigindo trabalho e cuidados. Fácil não é. Mas, eu acredito que o sonho é possível. Por isso, é hora de esperançar, ou seja de se fazer por onde tudo aquilo que sonhamos se concretize.

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