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PRETO NO BRANCO

BARBA: “O QUE NOS PREOCUPA É A SAÚDE DOS NOSSOS JOGADORES”

Max Pereira
Max Pereira
Publicado em 9 out 2026 · 5 min de leitura

O Atlético arrancou um empate estóico na Arena da Baixada. Com um jogador a menos boa parte da etapa complementar, enfrentando o terceiro melhor time do campeonato e onde joga o artilheiro do Brasileirão 2026, nos domínios do adversário e em um piso diferente, e ainda tendo contra si o combo de problemas que, nesta temporada, vem se refletindo negativamente no desempenho de seu time, o Galo não se entregou, acreditou  e competiu até o fim do jogo.

Para quem gosta de futebol e, independentemente de ser torcedor do Glorioso ou do Furacão, foi um jogaço, muito bom de se ver e curtir.

Os dois goleiros foram exigidos e Gabriel Delfim, mais uma vez, escancarou a excelência da escola de goleiros da base atleticana e mostrou que o Galo está revelando um baita goleiro.

O Athletico com H começou melhor, bastante propositivo, marcou um gol graças a um lance insólito, um desvio que matou o ótimo Gabriel Delfim e só não fez a bola beijar a redes mineiras, graças às defesas extraordinárias do jovem goleiro alvinegro.

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Ainda se ajustando ao jogo e ao gramado, o Atlético sem H deixava alguns espaços na marcação, permitindo que alguns adversários finalizassem livres, leves e soltos dentro de sua área.

Mas, os atleticanos de branco equilibraram as ações e também buscaram o seu gol que saiu dos pés de Bernard, um dos alvinegros mais lúcidos em campo. Nem o baque pela contusão de Fred baixou os ânimos galistas e os mineiros poderiam até ter virado o jogo.

O segundo tempo foi ainda mais intenso. Chances surgiram de lado a lado. Delfim brilhava e a trave de Michael, goleiro paranaense, balançava graças a um chutaço de Cuello.

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Tomaz Pérez, em lance polêmico, minutos após entrar em campo, é expulso. Os paranaenses vão para cima do Galo e a resiliência alvinegra é testada, até que nos descontos parecia que a bola, cruel e impiedosa como sempre, iria punir aquele Galo que não baixava a crista.

Lyanco, que parece estar amaldiçoado pelos deuses do futebol, carimba o artilheiro colombiano do Furacão e a bola ricocheteada vai morrer no fundo do gol de Delfim.

Mas, 4 minutos depois veio a redenção do zagueiro atleticano, um prêmio à vontade, à entrega, ao nunca desistir, ao competir sempre dos jogadores do Galo.

Em uma jogada, a última possível, que mostrou o espírito de luta dos alvinegros,  Cuello, já sentindo dores, e Natanael, ambos, curiosa e fortuitamente, se movimentando pelo lado esquerdo do ataque do Atlético das Gerais, criaram espaços e o lateral do time mineiro, iluminado, enxergou e serviu a Borbas no interior de área.

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Frio, gelado e com extrema categoria e visão de jogo, o centroavante do Galo de uma assistência brilhante para o “atacante” Lyanco finalizar com potência e precisão, decretando o empate, um resultado justo e merecido.

Lyanco e milhões de galistas mundo afora comemoraram efusivamente. Um gol catártico. Um gol típico de Atlético, o sem H.

Mas, o jogo foi muito além de tudo isso. Duas são a situações que merecem um destaque especial. Primeiro, o fator desgaste dos alvinegros.

Enquanto o Paranaense está disputando uma única competição e não tem nem a metade do volume de problemas do Mineiro, Galo disputa três torneios simultaneamente e  seu elenco  é submetido a um calendário extremamente perverso e a sucessivas viagens desgastantes.

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É inegável que, em consequência disso tudo, o desgaste físico e mental e a pressão sobre os mineiros é muitíssimo maior do que sobre o paranaenses.

Segundo, a polêmica expulsão de Tomaz Pérez,  bastante criticada e com razão pelo ex-arbitro, Paulo César de Oliveira, hoje comentarista de arbitragem das Organizações Globo, que gerou um PLUS de desgaste para o time alvinegro, o que faz crescer os méritos do Atlético Mineiro.

PC criticou duramente o VAR ao mostrar com maestria que nem falta houve e, tampouco, era um lance de gol iminente como determina a regra. O atacante do Furacão, mais rápido que o argentino do Galo, se adianta, bate com o braço no rosto de Tomaz Pérez, cabeceia a bola que não vai em direção ao gol e é recolhida por Delfim.

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E m sua coletiva após o jogo, Barba, com extremas felicidade e argúcia, definiu o momento atual do Atlético, indo ao encontro de tudo aquilo que eu venho defendendo, falando e escrevendo e que pode ser resumido em uma de suas frases, poderosa e definitiva:

“O QUE NOS PREOCUPA É A SAÚDE DOS NOSSOS JOGADORES”

E é exatamente por isso, que, além de reconhecer o méritos alvinegros e comemorar o empate, venho alertando para a necessidade imperiosa do máximo cuidado com o elenco, entendendo o quão importante e fundamental é rodar o time, a qualidade da gestão do vestiário, blindar o grupo dos ataques externos, não alimentar o circos midiáticos e fazer o jogo dos bastidores com eficiência, resgatando o respeito perdido.

Que venha o Peixe e que continuemos jogando junto com os jogadores, abraçando-os e calçando as suas chuteiras. Ah! E lembrando e fazendo lembrar sempre o quão é fundamental cuidar de saúde dos nossos atletas.

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