A vitória do Atlético por 3×0 sobre o Bahia na noite da última quarta-feira (5) ganhou um asterisco, pelo menos na opinião de Rogério Ceni, comandante do Tricolor Baiano. Ele questionou muito a não expulsão de Júnior Alonso, do Galo e o vermelho para Kanu, do ECB. Na manhã desta quinta-feira (6), a CBF divulgou os áudios do VAR em ambos lances citados pelo ex-goleiro.
Na jogada em que Ceni cobra expulsão de Alonso, o árbitro de vídeo Rafael Traci considera que o defensor atleticano toca a bola antes de tocar o atleta Michehl, do Bahia. Sendo assim, ele sequer recomenda que Davi Lacerda vá ao monitor revisar o lance, já que em seu entendimento não houve erro por parte do juiz de campo.
“Sem falta, sem falta, pode seguir. Limpo. Bola. Ele escorrega na bola. Toca o pé, mas o pé não está fixo. Ele pisa na bola e depois tem pé sobre pé. Tem um pé que está no tornozelo do jogador, mas não está fixo o pé no chão. Vai deslizando. Está em disputa a bola.”, disse Traci.
VAR recomendou expulsão de zagueiro do Bahia
Já no lance que origina a expulsão de Kanu, Davi inicialmente havia marcado falta do defensor em Bernard e o advertido com um cartão amarelo. Apesar disso, o VAR considerou que o meia atleticano teria condições de dominar a bola e sair de frente para o gol e que pelo fato de o zagueiro ter desistido da jogada para fazer a falta, a cor do cartão deveria ser trocada.
“Vou te recomendar revisão para um possível DOGSO (A sigla DOGSO, utilizada pela arbitragem, tem como significado, em inglês, Deny an Obvious Goal-scoring Opportunity – ‘impedir uma clara oportunidade de gol’). Tem totais condições de domínio da bola, ele vai sair sozinho com o goleiro. A bola é muito mais para o atacante. Ele desiste de jogar para puxar. Eu vou tirar o cartão amarelo e aplicar o vermelho pela possibilidade real de gol” pontuou.
