Após aprovação da regra que impõe o limite de jogadores estrangeiros entre os relacionados a partir de 2027, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também estuda a redução de quatro para três clubes rebaixados no Campeonato Brasileiro. A informação foi divulgada pelo Uol, nesta quarta-feira (23/9).
A possibilidade é defendida por parte dos integrantes da Série A como uma forma de diminuir a imprevisibilidade financeira e o impacto de uma queda para a segunda divisão.
Atualmente, quatro dos 20 participantes da Série A são rebaixados ao fim da competição, o equivalente a 20% dos clubes. Para os defensores da mudança, a quantidade elevada aumenta o risco financeiro das equipes, especialmente diante da diferença de receitas entre a primeira e a segunda divisão.
Pedro Daniel vê impacto financeiro grande com o rebaixamento
O CEO do Atlético, Pedro Daniel, também avalia que o modelo atual provoca um impacto significativo nas finanças dos clubes. Segundo o dirigente do Galo, o futebol brasileiro não possui um mecanismo de proteção financeira, conhecido como “paraquedas”, que amenize a queda de receita após o rebaixamento.
“O Brasil não tem um paraquedas. Ou seja, a queda da primeira para segunda divisão traz uma queda muito forte de receita, mas com os contratos de trabalho, com a parte legal no Brasil, você não consegue cortar custo. Então, na verdade, é um quebra-quebra”, explicou.
Na avaliação de Pedro Daniel, a combinação entre a redução brusca das receitas e a dificuldade para diminuir os custos faz com que os clubes precisem se preparar previamente para um eventual rebaixamento.
“Então, o clube tem que se preparar para cair, que é muito difícil, quando a gente pensa que é tão competitiva a Série A”, afirmou.
A redução do número de rebaixados, no entanto, ainda não foi colocada em votação pela CBF. A entidade pretende realizar estudos e aprofundar o debate antes de uma eventual decisão.

