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Bicho-papão de argentinos: Galo vence de virada, mas desempenho preocupa

O Atlético venceu o Godoy Cruz por 2 a 1, de virada, na noite desta quarta-feira, na Arena MRV, e segue firme na Copa Sul-Americana. O resultado fez a festa da Massa, mas o…

Victor Barboza
Victor Barboza
Publicado em 14 ago 2025 · 3 min de leitura

O Atlético venceu o Godoy Cruz por 2 a 1, de virada, na noite desta quarta-feira, na Arena MRV, e segue firme na Copa Sul-Americana. O resultado fez a festa da Massa, mas o desempenho apresentado voltou a acender o alerta sobre a irregularidade da equipe comandada por Cuca.

Proposta inicial

O Galo começou com Everson; Natanael, Lyanco, Junior Alonso e Guilherme Arana; Alan Franco, Gabriel Menino e Gustavo Scarpa; Tomás Cuello, Rony e Hulk. O sistema foi o mesmo que Cuca vem utilizando: três meio-campistas e três atacantes, com Hulk flutuando e Rony dando profundidade. Pela esquerda, Cuello era o mais incisivo, buscando o mano a mano e as infiltrações diagonais.

Primeiro tempo pobre

Mais uma vez, o Atlético iniciou um jogo de Sul-Americana com dificuldades para ter uma saída de bola limpa. Faltaram aproximações pelo meio, tabelas e conexões rápidas para desmontar a defesa adversária. A equipe insistiu nas inversões de jogo para tentar gerar situações de mano a mano com os pontas, mas pouco produziu dessa forma.

Com pouca intensidade, falta de aproximação entre os setores e pobreza criativa, o time criou apenas duas boas chances: um chute de Arana para fora e um cabeceio de Rony defendido pelo goleiro. O Godoy Cruz, por sua vez, aproveitou uma das raras brechas: aos 37 minutos, Santino Andino se livrou de Lyanco e acertou belo chute no ângulo, abrindo o placar.

O Atlético chegou a empatar nos acréscimos com Arana, mas o gol foi anulado após revisão do VAR por impedimento de Rony no lance anterior.

Mudanças e maior presença ofensiva

No intervalo, Cuca lançou Alexsander, Igor Gomes e Biel nos lugares de Gabriel Menino, Scarpa e Rony. Pouco depois, Dudu substituiu Natanael, com Cuello recuando para a lateral-direita.

O time passou a ocupar mais o campo ofensivo, pressionando o adversário. No entanto, as dificuldades para criar jogadas trabalhadas persistiram. O Godoy Cruz, em vantagem, passou a fazer cera e picotar o jogo, tornando a partida arrastada.

Mesmo assim, aos 22 minutos, Arana fez um cruzamento preciso da esquerda. A bola passou por toda a defesa e encontrou Cuello livre, que finalizou com calma para empatar.

Foto: Pedro Souza/Atlético

Virada no fim e alívio para a torcida

O jogo seguiu truncado, com o Atlético esbarrando na falta de repertório ofensivo e no último passe mal executado. Mas aos 44 minutos, Biel brigou por uma bola na direita e tocou para o estreante Reinier, que de primeira, com o peito, serviu Hulk. O camisa 7 invadiu a área e fuzilou de esquerda, decretando a virada e garantindo mais três pontos.

Análise final

A vitória foi importante para a sequência na Sul-Americana, mas o desempenho esteve longe do ideal. O Atlético mostrou novamente oscilações, problemas na saída de bola e pouca criatividade para romper defesas fechadas. Cuca precisa encontrar dinâmicas mais consistentes para o setor ofensivo, melhorar a compactação e aumentar a intensidade desde o apito inicial.

O resultado escondeu falhas coletivas, mas foi importante para a sequência da temporada. Agora, resta saber se a equipe conseguirá transformar a euforia pela virada em evolução dentro de campo. Está precisando! O técnico Cuca está devendo!

Com a vitória, o Galo mantém uma invencibilidade como mandante contra equipes argentinas que dura 27 anos.

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