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9 de fevereiro de 2026

Atlético vai captar $90 milhões por meio de fundo de investimentos

Segundo informações do site especializado Invest News, o Atlético pretende captar R$90 milhões por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). Coordenado pela Galapagos Capital, o fundo tem como objetivo captar mais receitas dando como garantia verbas futuras. É uma operação mais “amigável” em um cenário onde a taxa de juros está em 15%.

Entre os valores que o clube pretender dar como garantia para esta operação estão patrocínios, direitos de arena, vendas de jogadores e mensalidades do programa de sócio-torcedor, além das contribuições do Clube Social. É importante ressaltar que essa operação, que já foi homologada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), só está aberta para investidores que possuem mais de R$ 10 milhões aplicados.

O principal objetivo desta operação é permitir a antecipação de receitas sem comprometer a estrutura de capital da SAF. Ou seja, entrará mais dinheiro no clube de forma imediata sem a necessidade de um aporte financeiro dos donos ou de um novo investidor.

Rafael Menin e novo CEO revelam estudos para novas receitas dentro do Atlético

Rafael Menin, acionista majoritário do Atlético, revelou em entrevista coletiva que a SAF alvinegra já estuda maneiras de atacar a dívida do clube de forma mais direta com o objetivo de equilibrar os balanços financeiros do Galo:

“Todos sabem que a gente ainda tem um balanço, uma situação financeira delicada, que foi melhorada após a SAF, e a gente vem trabalhando ao longo desse ano, incansavelmente, para fazer um novo movimento, e parte desse processo, a gente avançou com a cláusula de diluição da associação, porque esse era um empecilho para a gente fazer um novo movimento.”, disse Rafael.

Já Pedro Daniel, novo CEO do clube, quando questionado sobre a possibilidade de um novo aporte financeiro, foi um pouco mais cauteloso, destacando que ainda é necessário achar um modelo que se encaixe melhor na forma como qual o clube é gerido:

“Estamos discutindo todas as alternativas. Isso foi discutido dentro do âmbito de conselho, dentro do âmbito de parceiros. Temos assessores contratados para conversar com investidores. Estamos discutindo as alternativas para identificar qual é a de maior aderência com aquilo que queremos com o Galo. […] Uma das alternativas, que foi o que o Rafael falou, são dos próprios acionistas atuais. Então, há sim uma discussão interna se é a melhor maneira, o que pode afetar em termos de governança. Temos que pensar nisso: vem um investidor de fora, ele também vem dentro de uma estrutura de governança na qual fará parte, é o que a gente acredita? Tem aderência com o que a gente quer? Essa discussão estamos fazendo. O fato é que o Conselho de Administração da SAF está bem convicto não só da necessidade, mas do potencial sucesso, principalmente no primeiro semestre, que é o que a gente vislumbra.”, disse Pedro.