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Atlético pode sofrer transfer ban por dívida de R$ 17 milhões? Entenda o cenário

O Atlético foi condenado pela Fifa por dívidas envolvendo Bruno Fuchs, Lyanco e Brahian Palacios, mas recorre ao CAS

Rian Vinícius
Rian Vinícius
Publicado em 2 out 2026 · 4 min de leitura

O Atlético foi surpreendido nesta semana por uma decisão da Câmara de Resolução de Disputas da Fifa, que condenou o clube a pagar cerca de R$ 17 milhões em dívidas envolvendo Bruno Fuchs, Lyanco e Brahian Palacios. Confira cada processo:

Bruno Fuchs

Contratado pelo Atlético junto ao CSKA, da Rússia, em 2022, Bruno Fuchs chegou ao clube por empréstimo. Na negociação, ficou definido que o Galo pagaria 360 mil euros (cerca de R$ 2,2 milhões) pelo período de empréstimo, dividido em duas parcelas.

O acordo também previa a compra definitiva do defensor por 2,7 milhões de euros (aproximadamente R$ 15,78 milhões), caso o Atlético optasse por exercer a cláusula, o que acabou acontecendo. O pagamento seria realizado em três parcelas.

De acordo com o CSKA, porém, o Atlético não quitou a taxa referente ao empréstimo e também deixou em aberto a primeira parcela da compra definitiva.

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Diante do caso, a Câmara de Resolução de Disputas da Fifa determinou que o Galo pagasse 900 mil euros (cerca de R$ 5,2 milhões), com acréscimo de 7% de juros ao ano, além de uma multa contratual de 63,6 mil euros.

A decisão ainda previa que, em caso de descumprimento, o Atlético poderia ser impedido de registrar novos jogadores por até três janelas de transferências.

Lyanco

A situação envolvendo Lyanco começou em outubro de 2025, quando o Southampton, da Inglaterra, acionou a Fifa por causa do atraso do Atlético no pagamento da terceira parcela da contratação do zagueiro. O valor de 1,125 milhão de euros (aproximadamente R$ 6,43 milhões) havia vencido em julho daquele ano.

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O Atlético recorreu ao CAS após a decisão inicial da Fifa.

Em 19 de janeiro, o Southampton voltou a notificar o Atlético, desta vez pelo atraso da quarta parcela, também de 1,125 milhão de euros. O pagamento deveria ter sido realizado em 1º de janeiro, mas não aconteceu. O caso foi levado novamente à Fifa em março.

O Atlético alegou que o pagamento não havia sido realizado porque não teria recebido faturas válidas e atualizadas. Em abril, porém, a justificativa foi rejeitada pela juíza da Câmara de Resolução de Disputas.

Com isso, o Galo foi condenado a pagar o valor integral, acrescido de juros, em um prazo de 45 dias. A decisão também previa a possibilidade de proibição de registrar novos jogadores em caso de descumprimento.

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Na análise do caso, a reincidência do Atlético em atrasos foi considerada um agravante pela Câmara.

Brahian Palacios

O Atlético contratou Brahian Palacios junto ao Atlético Nacional, da Colômbia, em março de 2024. Para adquirir o atacante, o Galo acertou o pagamento de 3 milhões de dólares (cerca de R$ 15,6 milhões), dividido em quatro parcelas.

A última delas, de 800 mil dólares (aproximadamente R$ 4,1 milhões), venceu em 15 de março deste ano sem ter sido paga.

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Segundo o Atlético Nacional, o contrato estabelecia que, em caso de atraso, seria aplicada uma multa equivalente a 100% do valor devido, além de juros de 5% ao ano, calculados a partir da data prevista para o pagamento.

Em 16 de abril, o clube colombiano acionou a Fifa. O Atlético se manifestou no processo e considerou a multa prevista no contrato desproporcional. Para o Galo, o valor da penalidade deveria ser de 80 mil dólares.

O juiz responsável pelo caso deu razão ao Atlético Nacional quanto à existência da dívida. No entanto, levou em consideração o fato de o Atlético ter quitado as parcelas anteriores e concluiu que não houve má-fé por parte do clube.

Por isso, a multa de 100% foi considerada desproporcional e acabou reduzida para 400 mil dólares (aproximadamente R$ 2 milhões).

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A decisão determinou que o Atlético teria 45 dias, a contar de junho, para realizar o pagamento. Caso contrário, o clube ficaria proibido de registrar novos jogadores até a quitação do débito.

Posicionamento do Atlético

Em nota divulgada pela assessoria do clube, o Atlético se manifestou em relação ao processo envolvendo os três clubes:

O Atlético reconhece a existência de disputas no âmbito da FIFA/CAS referentes aos atletas em questão e impugna alguns excessos nas respectivas ações, premissa que viabilizará as tratativas para o pagamento de seus débitos.

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