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Análise: o desempenho do Galo na vitória contra o Bragantino

O Atlético reencontrou o caminho das vitórias no Campeonato Brasileiro ao bater o Red Bull Bragantino por 2 a 1, na noite deste domingo (3), na Arena MRV, pela 18ª rodada. Em noite de…

Victor Barboza
Victor Barboza
Publicado em 4 ago 2025 · 4 min de leitura

O Atlético reencontrou o caminho das vitórias no Campeonato Brasileiro ao bater o Red Bull Bragantino por 2 a 1, na noite deste domingo (3), na Arena MRV, pela 18ª rodada. Em noite de estreia da camisa All Black, o time de Cuca teve uma atuação dominante, criou inúmeras chances, mas quase deixou escapar mais dois pontos por falta de eficiência e um erro defensivo pontual. Igor Gomes e Natanael marcaram os gols do Galo, enquanto Laquintana descontou para os visitantes.

Com o resultado, o Alvinegro chegou aos 23 pontos em 16 jogos, subindo para a 9ª colocação – ainda com dois jogos a menos na tabela.

Jogo de intensidade e movimentação

Desde os primeiros minutos, o Atlético mostrou uma proposta clara: velocidade e transições rápidas. Cuca escalou um ataque leve, com Cuello aberto pela esquerda, Rony do centro para a direita e Biel flutuando por dentro. A movimentação constante dos atacantes confundiu a defesa do Bragantino e criou espaços.

O gol logo no início da partida deu ao Galo mais tranquilidade. Em um lance construído desde a reposição de Everson, Igor Gomes recebeu de Biel, que teve atuação bastante participativa, e abriu o placar. No lance, Igor Gomes desviou com a famosa (casquinha) e correu para a área como fator surpresa para completar para o gol.

Com Sasha expulso ainda no primeiro tempo, após entrada dura em Alexsander, o Atlético teve campo e espaço para ampliar, mas desperdiçou boas chances, ainda no primeiro tempo, por falta de capricho.

Volume ofensivo e desperdício de gols

Com um a mais em campo, o Atlético voltou do intervalo disposto a definir o jogo. Em vez de se acomodar e apostar apenas em contra-ataques, a equipe adiantou suas linhas, pressionou alto e passou a controlar a posse de bola com mais paciência. O número de finalizações escancara a superioridade: foram 30 no total, com 5 chances claras criadas.

Mas, como diz a velha máxima do futebol, “quem não faz, leva”. Em um apagão defensivo, mesmo com superioridade numérica, o Galo permitiu o empate em gol de Laquintana. A resposta veio rápida: Gustavo Scarpa, mais uma vez atuando bem como ala pela esquerda, iniciou a jogada que terminou com Natanael recolocando o Atlético em vantagem.

Pontos positivos e lições

O Atlético apresentou evolução ofensiva, conseguiu diversificar sua saída de bola e teve um desempenho coletivo consistente, especialmente na ocupação de espaços e volume de jogo no campo adversário. Destaque também para Biel, que segue se firmando como peça importante no setor ofensivo:

Biel contra o Bragantino:

– 62 minutos
– 32 ações com a bola
– 12/16 passes certos
– 1 assistência
– 2 chances criadas
– 3 finalizações

Na defesa, Lyanco foi o nome mais sólido, liderando o time em ações defensivas (11) e desarmes (4).

Ainda assim, a partida deixou alertas. A falta de eficiência nas finalizações voltou a pesar e quase custou caro. Além disso, a desatenção no lance do gol sofrido reforça a necessidade de mais consistência defensiva, algo que o time precisará ajustar já para o confronto decisivo contra o Flamengo, na quarta-feira, pela Copa do Brasil.

Como disse Cuca após a partida:

“Quarta-feira é 100% concentrado, nos mínimos detalhes, fazer um jogo equilibrado em todos os sentidos dentro do campo e jogar bem. Sempre que a gente joga bem, a gente fica próximo do resultado.”

O Atlético venceu, convenceu em muitos aspectos, mas ainda tem onde evoluir e a hora de alcançar o nível de excelência é agora.

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#atletico mg #galo

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