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Análise: classificação nos pênaltis põe fim a semana conturbada no Galo

Na noite desta quinta-feira (24), data marcante para o torcedor atleticano — aniversário da histórica conquista da Libertadores de 2013 — o Galo sofreu, mas avançou. Sob forte pressão da torcida, na Arena MRV,…

Victor Barboza
Victor Barboza
Publicado em 25 jul 2025 · 4 min de leitura

Na noite desta quinta-feira (24), data marcante para o torcedor atleticano — aniversário da histórica conquista da Libertadores de 2013 — o Galo sofreu, mas avançou. Sob forte pressão da torcida, na Arena MRV, o Galo perdeu para o Atlético Bucaramanga por 1 a 0 no tempo normal, mas venceu por 3 a 1 nos pênaltis e garantiu a classificação às oitavas de final da Copa Sul-Americana. O adversário da próxima fase será o Godoy Cruz, da Argentina.

O grande nome da noite foi o goleiro Everson, que brilhou com duas defesas na disputa por pênaltis e ainda converteu a cobrança decisiva, garantindo o Galo vivo na competição continental. Um desempenho que reforça sua liderança técnica e sua importância no elenco.

Primeiro tempo de chances perdidas

Com Fausto Vera de volta ao time titular, o Atlético teve mais fluidez na saída de bola, conseguindo construir desde a defesa e reduzindo a dependência de ligações diretas. Lyanco também foi um dos responsáveis por essa melhora no início das jogadas.

Com muita movimentação ofensiva, mesmo errando muitos passes, o Galo criou as melhores oportunidades e foi agressivo. Dudu, jogando pela esquerda, se destacou com arrancadas em diagonal e chegadas perigosas à área. Gustavo Scarpa, apesar das vaias, teve bom desempenho criativo, trazendo a bola da direita para dentro, passando a bola e finalizando.

Igor Gomes, Hulk e Rony também se movimentaram bastante e criaram espaços na defesa colombiana. Mas, como manda a cartilha do futebol, quem não faz, toma. Nos acréscimos da primeira etapa, após uma bola parada pela esquerda, o zagueiro Mena subiu mais que a defesa e fez 1 a 0 para os visitantes. A vaia no apito do intervalo foi inevitável, tanto para o time quanto para os donos da SAF, alvo de protestos nas arquibancadas.

Segundo tempo mais insistência e menos inspiração

Na segunda etapa, o Bucaramanga recuou suas linhas e fechou os espaços, jogando por uma disputa por pênaltis. O Atlético teve mais posse de bola, mas menos criatividade. O time voltou a esbarrar em um problema recorrente: falta de repertório para desmontar defesas fechadas.

Dudu e Hulk tiveram boas chances para empatar. Alonso, de cabeça, ainda carimbou a trave. Cuca tentou mexer: Cuello entrou pela esquerda, Dudu passou a atuar centralizado, e Bernard, Júnior Santos, Gabriel Menino e João Marcelo também ganharam minutos. Mas, mesmo com as trocas, o time não conseguiu o empate.

O alvinegro novamente mostrou um desequilíbrio entre aceleração e controle do jogo. Em vez de cadenciar e balançar a defesa adversária com mais paciência, buscou acelerar a todo custo e acabou errando na tomada de decisão em diversos lances promissores.

Everson decide e Galo avança

Nas penalidades, o Galo mostrou frieza e contou com o brilho do seu goleiro. Everson defendeu duas cobranças e ainda converteu o último pênalti com categoria, sendo o herói da noite. Um goleiro técnico, regular e decisivo. Uma referência deste elenco.

Foto: Pedro Souza/Atlético

Análise e perspectivas

A classificação, mesmo sem uma grande atuação coletiva, pode ter um peso simbólico importante para o momento do clube. Em meio a críticas e instabilidade, o grupo se uniu após a partida, se reuniu no centro do campo e pregou união, algo que pode ser essencial diante da difícil sequência de jogos nas próximas semanas.

No entanto, o Atlético segue precisando de reforços, especialmente para o meio-campo e o setor defensivo. Além disso, é necessário mais consistência coletiva: mais equilíbrio entre ataque e defesa, repertório tático e maturidade com a bola nos pés.

Na base da superação, o Galo segue vivo. Mas para sonhar com voos mais altos na Sul-Americana, precisará evoluir e rápido.

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#atletico mg #galo

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