O Atlético acertou a contratação do volante Alexsander, de 21 anos, em definitivo junto ao Al-Ahli, da Arábia Saudita. O novo camisa 5 assinou contrato até dezembro de 2029 e já realizou exames médicos, aguardando apenas a regularização no BID para ficar à disposição de Cuca.
Revelado pelo Fluminense, Alexsander chega ao Galo com um currículo interessante para sua idade. Foi campeão da Libertadores e da Recopa pelo Tricolor carioca, além de conquistar a Liga dos Campeões da Ásia com o Al-Ahli na temporada 2024/25.
Coringa do meio-campo
Canhoto, Alexsander é um meio-campista que alia intensidade na marcação com boa capacidade técnica para construir jogadas. Seu jogo é marcado pela agressividade na pressão e pela recuperação rápida da posse. É o tipo de volante que “desarma construindo”, como define o jargão moderno: ao mesmo tempo em que combate, já oferece a primeira opção de passe para sair jogando.

No Fluminense, foi utilizado como primeiro volante, segundo homem de meio-campo e lateral-esquerdo. Essa versatilidade é um trunfo, mas sua melhor versão aparece quando atua pelo meio, ajudando a proteger a zaga, cobrir os lados e acelerar a transição ofensiva, seja com passes progressivos ou conduções pelo centro do campo.
Além disso, o novo reforço do Galo usa muito pouco o pé não dominante, depende muito de estar bem fisicamente, tem um passe longo qualificado e costuma fazer boas inversões de jogo, abrindo o campo e quebrando linhas adversárias.
Antes tarde do que nunca?
Desde o início do ano, o Atlético carecia de um jogador com esse perfil. Alguém com intensidade defensiva, boa leitura de espaços e que dê ao time a opção de construir por baixo com mais segurança. Rubens, que se consolidou como uma alternativa interessante, tem características parecidas, especialmente no combate, mas Alexsander surge como uma versão mais técnica, com maior bagagem ofensiva.
No modelo de Cuca, que valoriza a verticalização do jogo e as transições rápidas, Alexsander pode se encaixar como primeiro volante ou até mesmo em uma trinca de meio-campo, dependendo da configuração tática. É um jogador que pode aumentar o nível de competitividade interna, dar alternativas ao treinador e preencher uma lacuna evidente no elenco.
Com juventude, rodagem internacional e características que dialogam com as necessidades do Galo, Alexsander chega como uma contratação de alto potencial esportivo. Se conseguir adaptar-se rapidamente e manter a intensidade que marcou sua passagem pelo Fluminense, tem tudo para ser peça-chave na engrenagem alvinegra.