O Galo recebeu uma notícia importante nesta sexta-feira (23). O goleiro Everson foi liberado pelo departamento médico e está novamente à disposição da comissão técnica comandada por Eduardo Domínguez, o Barba. Recuperado de uma fratura no pé esquerdo, o camisa 22 volta em um momento decisivo para o Galo, que segue na disputa por objetivos importantes no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana.
A recuperação encerra um período de quase dois meses longe dos gramados e representa o retorno de uma das principais lideranças do elenco alvinegro. Entretanto, a ausência do titular abriu espaço para Gabriel Delfim, que correspondeu à confiança recebida e teve atuações decisivas, principalmente na competição continental.
Da lesão à recuperação: o caminho de Everson

A última partida de Everson aconteceu em 1º de setembro, quando o Atlético venceu o Cruzeiro por 2 a 1, na Arena MRV, e garantiu a classificação para as semifinais da Copa do Brasil.
O goleiro já lidava com a fratura no pé esquerdo e atuou no sacrifício naquele compromisso. Depois do clássico, passou a concentrar seus esforços no tratamento e na recuperação física, seguindo o cronograma estabelecido pelo departamento médico do clube.
Durante o período de afastamento, Everson acompanhou a evolução dos companheiros e permaneceu próximo do grupo. Mesmo sem condições de entrar em campo, o goleiro demonstrou comprometimento com o Atlético ao viajar com a delegação para Montevidéu, onde acompanhou a classificação alvinegra à final da Copa Sul-Americana.
Agora liberado, o camisa 22 passa a ser uma alternativa para a sequência decisiva da temporada. A liberação médica, porém, não significa necessariamente titularidade imediata: a comissão técnica ainda precisa avaliar sua condição física e o melhor momento para utilizá-lo.
Números que explicam a importância do camisa 22

Desde sua chegada ao Atlético, em setembro de 2020, Everson construiu uma trajetória marcada por regularidade, grandes defesas e participações importantes em conquistas do clube.
Em agosto de 2026, o goleiro alcançou a marca de 391 partidas pelo Galo, tornando-se o 13º jogador que mais vezes vestiu a camisa atleticana. Além disso, consolidou seu nome entre os principais goleiros da história recente alvinegra.
Os números de Everson pelo Atlético:
- 391 jogos disputados pelo clube, marca registrada em agosto de 2026.
- 150 partidas sem sofrer gols, número alcançado em maio de 2026.
- Três títulos do Campeonato Mineiro, em 2021, 2022 e 2023.
- Campeão brasileiro e da Copa do Brasil em 2021, participando de uma das temporadas mais vitoriosas da história recente do Galo.
Na Copa Sul-Americana de 2026, Everson também foi decisivo antes de se lesionar. Contra o Red Bull Bragantino, nas oitavas de final, realizou sete defesas em cada uma das partidas do confronto, totalizando 14 intervenções e contribuindo diretamente para a classificação atleticana.
Os números ajudam a dimensionar o peso de sua volta. Everson não é apenas um goleiro experiente: é um jogador acostumado a responder em momentos de pressão, com histórico de participações decisivas em partidas eliminatórias.
Gabriel Delfim aproveitou a oportunidade e escreveu seu próprio capítulo

Se a ausência de Everson representou uma preocupação inicial, Gabriel Delfim transformou a oportunidade em uma das histórias individuais mais marcantes do Atlético nesta temporada.
Formado nas categorias de base do clube, o goleiro de 24 anos assumiu a responsabilidade de defender a meta alvinegra e ganhou espaço em uma sequência de partidas importantes. Seu principal momento aconteceu em 16 de setembro, diante do Santos, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana.
Após vencer por 4 a 2 no tempo normal e igualar o placar agregado, o Atlético levou a decisão para os pênaltis. Delfim brilhou ao defender três cobranças, de Gabriel Barbosa, João Schmidt e Arthur Melo, ajudando o Galo a garantir a classificação para as semifinais.
O desempenho colocou o jovem goleiro ao lado de nomes históricos como Victor e o próprio Everson, que também já haviam defendido três cobranças em uma mesma disputa de pênaltis representando o Galo.
Mas a atuação contra o Santos não foi um episódio isolado. Delfim voltou a aparecer em momentos importantes, como na vitória por 1 a 0 sobre o Red Bull Bragantino pelo Campeonato Brasileiro, quando foi eleito o melhor em campo pela Rádio Itatiaia, e nos confrontos contra o Montevideo City Torque, pela semifinal da Sul-Americana.
Na partida de volta, disputada no Uruguai, o goleiro fez intervenções importantes no início do jogo, evitando que o adversário diminuísse a vantagem construída pelo Atlético na ida. Os números também demonstram sua contribuição. Em levantamento publicado pela Itatiaia em 6 de outubro, com base em dados do Sofascore, Delfim somava 19 defesas em seis partidas, com 70% de aproveitamento nas bolas defendidas e média de 2,21 gols evitados por jogo. Naquele recorte, havia sofrido oito gols. Delfim mostrou que não estava preparado apenas para substituir o titular, mas também para assumir responsabilidades em jogos de alta pressão.
Gabriel Delfim em números: segurança e protagonismo na ausência do titular

Entre 5 de setembro e 21 de outubro, o camisa 1 foi titular em 11 partidas consecutivas, defendendo o Galo no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana. De acordo com os registros estatísticos do FBref, Delfim acumulou 38 defesas e sofreu 13 gols nesse recorte, defendendo aproximadamente 74,5% das finalizações que foram ao alvo. Os números reforçam a participação do goleiro em uma sequência marcada por confrontos decisivos.
Everson ou Delfim? Barba ganha uma decisão importante

O retorno de Everson amplia as opções de Eduardo Domínguez justamente quando o Galo se aproxima de compromissos decisivos. E, desta vez, a escolha não envolve somente a experiência de um ídolo contra a juventude de um reserva.
De um lado, Everson oferece histórico de regularidade, liderança, experiência em decisões e identificação com o clube. Do outro, Gabriel Delfim apresenta confiança, boas atuações recentes e o mérito de ter respondido quando foi chamado. Após a classificação para a final da Sul-Americana, Domínguez reconheceu a importância dos dois goleiros e afirmou que tomaria a decisão no momento adequado. O treinador destacou que Everson é o capitão da equipe, mas também valorizou a contribuição de Delfim. A declaração reforça que o Galo possui duas alternativas capazes de contribuir nesta reta final. O retorno do titular não apaga o que o jovem goleiro construiu durante sua ausência. A tendência é que a comissão técnica avalie a recuperação física de Everson, o ritmo de jogo e o planejamento para a sequência de partidas antes de definir a titularidade.
Uma volta em momento decisivo para o Galo
O Galo tem pela frente uma sequência exigente, com compromissos pelo Campeonato Brasileiro, as semifinais da Copa do Brasil contra o Grêmio e a preparação para a final da Copa Sul-Americana, marcada para 21 de novembro, contra o Boca Juniors, em Barranquilla, na Colômbia.
Nesse cenário, o retorno do goleiro Everson representa um reforço importante para o elenco. Sua experiência pode fazer diferença em partidas nas quais um erro individual pode comprometer todo o planejamento de uma temporada.
Ao mesmo tempo, o crescimento de Gabriel Delfim oferece uma alternativa que o clube talvez não esperasse ver tão valorizada em tão pouco tempo. A disputa interna pode elevar o nível de preparação dos dois goleiros e dar mais tranquilidade à comissão técnica.
“O retorno de Everson é uma excelente notícia para o Atlético. Mas o Galo também ganha ao descobrir que, durante a ausência de seu titular, um jovem formado em casa demonstrou capacidade para defender a camisa alvinegra em momentos de enorme pressão.”
Agora, a decisão está nas mãos de Barba: recuperar gradualmente seu capitão e definir o titular com base nas condições de cada jogador e nas necessidades da equipe. Independentemente da escolha, o Atlético chega à reta decisiva com duas opções que já demonstraram seu valor.

