Há dois anos, o Atlético viveu um dos capítulos mais dolorosos de sua história. O Galo perdeu para o Botafogo por 3 a 1 na final da Copa Libertadores, mesmo tendo um jogador a mais desde o primeiro minuto da decisão.
Em entrevista ao Charla Podcast, nesta quinta-feira (1/10), o goleiro Everson relembrou a partida e revelou detalhes do clima no vestiário do Atlético após o apito final.
Segundo o goleiro, o sentimento entre os jogadores era de profunda tristeza pela oportunidade perdida de conquistar o principal título do continente. Everson afirmou que o silêncio tomou conta do vestiário no Estádio Monumental de Buenos Aires.
“Foi um dia onde a gente perdeu uma grande oportunidade de um grande título, de colocar o nosso nome na história do clube. Mas me dói até hoje com a camisa do Galo. Você olhar assim o vestiário, aquele vestiário do Monumental é enorme. Parecia que tinha um caixão no meio do vestiário”, relatou.
O goleiro contou que os jogadores precisaram permanecer no estádio por cerca de uma hora e meia antes de deixarem o local e que, durante esse período, ninguém conseguia conversar ou sequer olhar para os companheiros.
“Vestiário todo silencioso. A gente tendo que esperar ali por volta de uma hora e meia para poder sair do estádio. Ninguém conseguiu olhar um no olho do outro. A gente não conseguia. De tristeza e vergonha, por não ter conseguido conquistar o título em uma situação que combinava para a gente no começo do jogo”, acrescentou.
Everson comenta sobre estratégia do Atlético
Apesar da vantagem numérica logo no início da decisão, Everson explicou que o Atlético havia se preparado durante toda a semana para explorar os espaços deixados pelo estilo de jogo do Botafogo, que vivia um momento superior ao Galo naquele momento.
De acordo com o goleiro, a expulsão de Gregore, ainda no primeiro minuto, mudou completamente o cenário planejado pela equipe de Gabriel Milito.
“Quando teve a expulsão, menos de um minuto, transferiu tudo que a gente trabalhou naquela semana. Transferiu para que a gente pudesse ser a equipe para controlar o jogo e eles a equipe reativa”, explicou.
“Óbvio que quando teve uma mudança no segundo tempo, a gente jogou muito melhor, surtiu efeito. Mas talvez ali, no momento, o professor achou que era melhor manter aquela formação”, disse.
Atlético teve chances de buscar o empate
O Atlético voltou melhor para a etapa final em busca do empate. Logo no início do segundo tempo, Hulk cobrou escanteio na medida para Eduardo Vargas, que cabeceou para diminuir a desvantagem no placar.
Na sequência, o Galo teve oportunidades para igualar a partida, mas pecou nas finalizações e não conseguiu aproveitar as chances criadas. Já nos minutos finais, o Botafogo marcou o terceiro gol e sacramentou a conquista do título da Libertadores.
Segundo Everson, caso o Atlético conseguisse buscar o 2 a 2, ainda haveria tempo para tentar a virada, já que a decisão teria prorrogação.
“Tem um lançamento do Mariano, onde ele dá um tapa por cima. É uma bola que ele poderia… é muito rápido, mas se ele toca para o Kardec, o gol estaria livre e a gente empataria o jogo. Depois teria mais 30 minutos ainda de prorrogação”, relembrou.

