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STJD confirma ação do Atlético contra Kaio Jorge após o clássico

Clube havia anunciado que estudaria medidas após o clássico e confirmou notícia de infração contra o atacante do rival.

Rian Vinícius
Rian Vinícius
Publicado em 27 ago 2026 · 4 min de leitura

O Atlético entrou oficialmente com uma notícia de infração contra Kaio Jorge, do rival, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A informação foi confirmada pelo próprio sistema do tribunal na manhã desta quinta-feira (27/8).

A medida foi tomada pelo Galo por causa do lance envolvendo Kaio Jorge e o zagueiro Ruan Tressoldi durante o clássico entre Atlético e Cruzeiro, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

Na ocasião, Ruan subiu para disputar a bola pelo alto, enquanto Kaio Jorge atingiu o corpo do defensor atleticano, deslocando-o do chão. Na queda, o zagueiro perdeu o controle do corpo e caiu com o pescoço, gerando preocupação entre os jogadores e a comissão técnica do Atlético.

Atlético pede denúncia de Kaio Jorge

Na notícia de infração apresentada ao STJD, o Atlético classificou como grave a atitude de Kaio Jorge e solicitou que o jogador seja denunciado por agressão física, com base nos artigos 58-B e 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Confira:

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“Na NI, o Atlético/MG destacou a gravidade e a crueldade do ato praticado por Kaio Jorge e, com base no artigo 58-B do CBJD, pede a denúncia do jogador pela prática de agressão física, infração descrita no artigo 254-A do CBJD”.

Galo cita riscos de lesão em Ruan

No documento enviado ao tribunal, o Atlético também destacou os riscos aos quais Ruan Tressoldi teria sido exposto durante a queda provocada pelo lance.

O clube afirmou que o zagueiro foi lançado ao solo sem controle sobre o próprio corpo, com impacto direto na região da cabeça e do pescoço, e classificou a ação como deliberada.

“Importa destacar que quedas nas condições em que Ruan Tressoldi foi violentamente lançado ao solo, sem qualquer controle sobre o próprio corpo e com impacto direto na região da cabeça e do pescoço, expõem o atleta a riscos gravíssimos, desde lesões cerebrais traumáticas até lesões medulares que, em situações extremas, podem resultar em paraplegia ou tetraplegia permanente.”

Na sequência, o Atlético afirmou que Kaio Jorge teria assumido o risco de causar uma lesão grave ao zagueiro.

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“Ao agir dessa forma com frieza e deliberação, Kaio Jorge assumiu integralmente o risco concreto de incapacitar permanentemente um colega de profissão”.

O Atlético já estudava tomar medidas contra Kaio Jorge logo após o clássico. Minutos depois do apito final, o vice-presidente de futebol do Galo, Paulo Bracks, condenou o lance e revelou que o clube consultaria o departamento jurídico para avaliar uma possível notícia de infração no STJD.

Bracks classificou a atitude do atacante como “maldade” e “deslealdade” e destacou a preocupação com a integridade física de Ruan Tressoldi.

“Agora, não tem dúvida nenhuma que foi maldade e deslealdade, e isso nós não vamos aceitar. Acima de tudo, é um colega de profissão, não tem rivalidade. A integridade física está acima da rivalidade. E não é a primeira vez que esse cidadão (Kaio Jorge) faz isso, não é nem a segunda.”

O dirigente também afirmou que o lance poderia ter provocado uma lesão grave no zagueiro do Atlético.

“A gente poderia estar aqui agora falando de uma lesão grave na cervical, na coluna, e graças a Deus isso não aconteceu. É uma indignação muito grande, porque poderia ter acontecido algo muito pior e graças a Deus não aconteceu.”

Além da possibilidade de recorrer ao STJD, o Atlético informou que pretendia oficiar a comissão de arbitragem para solicitar uma análise do lance e da atuação do VAR.

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“Além de oficiar a comissão de arbitragem para análise do lance, análise do VAR, da atuação da equipe toda de arbitragem, para nós foi claro, embora com um minuto de jogo, também tem infração com um minuto de jogo. A gente vai consultar o jurídico para saber se há alguma notícia de infração para ser feita, se o STJD não agir de ofício através da Procuradoria”, explicou Bracks.

 

 

 

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