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Domínguez não é o primeiro: relembre técnicos que cobraram reforços no Atlético

Eduardo Domínguez teria demonstrado incômodo com a falta de reforços; relembre outros treinadores que também divergiram da diretoria por causa do mercado.

Rian Vinícius
Rian Vinícius
Publicado em 14 jul 2026 · 5 min de leitura

Com a proximidade do retorno do calendário do futebol brasileiro após a pausa para a Copa do Mundo, os clubes intensificam a movimentação no mercado de transferências em busca de reforços para a sequência da temporada. No Atlético, porém, a falta de contratações estaria gerando incômodo ao técnico Eduardo Domínguez. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13/7) pelo jornalista Héverton Guimarães, da HG Play TV.

Segundo o jornalista, o treinador argentino esperava contar com uma maior agilidade por parte da diretoria do Atlético. No entanto, isso não vem acontecendo. Até o momento, o Galo anunciou apenas o zagueiro Léo Duarte, no início de junho, em uma transferência sem custos junto ao İstanbul Başakşehir. O defensor chegou para substituir Junior Alonso, que deixou o Atlético rumo ao Atlanta United, dos Estados Unidos.

Atlético tem histórico de treinadores insatisfeitos com atuação da diretoria no mercado; relembre

Nos últimos anos, um dos principais argumentos da torcida do Galo tem sido o suposto enfraquecimento do elenco que conquistou os títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil em 2021. Essa percepção também foi compartilhada por diferentes treinadores que passaram pelo clube, alguns deles manifestando publicamente a insatisfação com a falta de reforços ou com a perda de peças importantes.

Diante das recentes informações de que Eduardo Domínguez também estaria incomodado com a pouca movimentação do Atlético na janela de transferências, o Canal Bica Galo relembra outros episódios em que técnicos do Atlético demonstraram descontentamento com a atuação da diretoria no mercado pós-2021.

Eduardo Coudet

Contratado pelo Atlético para a temporada de 2023, o técnico Eduardo Coudet foi o primeiro, nos últimos anos, a externar publicamente sua insatisfação com a atuação do Atlético no mercado de transferências. Em abril, após a derrota por 1 a 0 para o Libertad, do Paraguai, na estreia da fase de grupos da Copa Libertadores, o treinador argentino fez duras críticas à diretoria durante a entrevista coletiva.

Na ocasião, Coudet reclamou da saída de jogadores importantes sem a devida reposição, afirmando que o elenco havia sido enfraquecido em relação ao planejado para a temporada.

“O diretor esportivo falou do grupo, houve um tanto de coisa que estavam sobre a mesa. Não vim pelo dinheiro, nem por nada, venho pelo desafio. Eu aprovei alguma venda? Ou não souberam que a última venda que não era para sair? Ou que Sasha, no lugar dele, era um jovem o substituindo? E para o jogo aéreo, colocaria outro juvenil?”, disse o técnico.

Além disso, Coudet afirmou que o projeto apresentado pela diretoria no momento de sua contratação havia mudado, e classificou o elenco como curto para disputar as competições daquele ano. O treinador também revelou ter pedido uma cláusula de saída em seu contrato, alegando que “não era a situação que me prometeram”, além de cobrar publicamente mais transparência da diretoria sobre o planejamento do clube.

Pouco mais de dois meses depois, o Atlético anunciou a saída de Coudet após o empate com o Red Bull Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro. Segundo o GE, antes de deixar o Galo, o treinador reuniu o elenco no vestiário e voltou a demonstrar insatisfação com a diretoria. Entre as principais queixas estavam — novamente — o elenco considerado curto, a venda de jogadores sem reposição e o descumprimento de promessas feitas durante sua contratação.

Cuca

Para a temporada de 2025, o Atlético apostou no retorno de Cuca para sua quarta passagem pelo clube. Multicampeão pelo Galo, o treinador passou a ter desgaste com a diretoria ainda nos primeiros meses de trabalho. O principal episódio ocorreu em abril, após o empate com o Caracas, pela Copa Sul-Americana, quando Cuca questionou publicamente a atuação do clube no mercado de transferências.

Durante a entrevista coletiva, o treinador afirmou que o investimento realizado pelo Atlético não condizia com a grandeza da instituição.

“O tamanho do Atlético é inquestionável e o investimento é questionável”, declarou.

Em agosto, Cuca teve sua saída oficializada pelo Atlético, encerrando sua quarta passagem pelo clube em meio a divergências internas com a diretoria.

Jorge Sampaoli

Quando o assunto é janela de transferências, um dos nomes que inevitavelmente vem à tona é o de Jorge Sampaoli. Conhecido por ser exigente na montagem de seus elencos, o treinador argentino nunca escondeu o descontentamento quando considerava insuficiente a movimentação dos clubes que treinava no mercado. No Galo, assim como 2020, não foi diferente.

Jorge Sampaoli foi contratado pelo Atlético para sua segunda passagem pelo clube, assumindo o comando da equipe após a saída de Cuca, no fim de 2025. Embora seu retorno não fosse unanimidade dentro da diretoria, a contratação contou com forte apoio da torcida do Galo, que promoveu campanhas nas redes sociais pedindo a volta do treinador argentino. No entanto, a segunda passagem ficou aquém das expectativas e chegou ao fim no início de 2026.

Segundo o jornalista César Luis Merlo, do UOL, a política de contratações adotada pelo Atlético foi um dos principais fatores para o desgaste que culminou na saída de Jorge Sampaoli. O treinador não aprovava parte dos reforços contratados pelo clube, enquanto outros nomes avaliados pela diretoria deixaram de avançar justamente por não terem o aval do argentino. As divergências sobre o planejamento do elenco contribuíram para o fim precoce de sua segunda passagem pelo Galo.

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