O Galo completa 21 dias sem técnico desde a saída de Gabriel Milito e permanece como o único clube da Série A do Campeonato Brasileiro que ainda não anunciou seu novo comandante para 2025.…
Jordélio Júnior
Publicado em 26 dez 2024 · 4 min de leitura
O Galo completa 21 dias sem técnico desde a saída de Gabriel Milito e permanece como o único clube da Série A do Campeonato Brasileiro que ainda não anunciou seu novo comandante para 2025. Após negociações frustradas com o português Luís Castro — que esteve próximo de fechar com o clube, mas as tratativas foram encerradas devido a desavenças contratuais —, o clube anunciou oficialmente o fim das conversas.
Outro nome cogitado foi o de Pedro Caixinha, porém o treinador português optou por acertar com o Santos.
Diante da escassez de opções no mercado, o nome de Tite voltou a ganhar força nos bastidores. A informação foi inicialmente divulgada pelo jornalista Igor Assunção, da Rádio 98 FM.
“Um nome que eu acho que a diretoria do Galo está investindo pesado agora é o Tite, depois que sua ida para o Sevilla não se concretizou.”
“É um nome que agrada boa parte da cúpula atleticana.” Igor Assunção, Rádio 98 FM
Foto: Flickr/CBF
Igor Assunção se equivocou; na verdade, o clube especulado não é o Sevilla, mas sim o Valencia, da Espanha.
A intenção inicial do treinador era atuar apenas no futebol europeu, conforme revelado pelo ex-diretor de comunicação do Atlético, Domenico Behringer, em entrevista à Rádio 98 FM.
Em apuração conjunta com o canal Eu Acredito, entramos em contato com o empresário de Tite, Gilmar Veloz, para esclarecer as especulações sobre o interesse do Atlético no treinador. Apesar de não confirmar a sondagem, Veloz também não descartou a possibilidade de negociações com o clube mineiro.
O assessor de imprensa de Tite, Luciano Signorini, destacou que o treinador não possui preferência específica pelo futebol europeu, mas sim o desejo de retornar à ativa. Segundo ele, caso um projeto de um clube brasileiro seja suficientemente atrativo, Tite estará disposto a aceitar o desafio.
Sem ofertas concretas, Europa deixa de ser prioridade para Tite
O Valencia, apontado como possível destino para Tite, descartou a contratação do treinador ao anunciar, nesta quarta-feira, Carlos Corberán como novo comandante. O espanhol, que estava no West Bromwich Albion, assinou contrato válido até junho de 2027.
A decisão do Valencia veio após a demissão de Rubén Baraja, anunciada na segunda-feira, em meio à má campanha no Campeonato Espanhol. O time ocupa a vice-lanterna da competição, com apenas 12 pontos em 17 jogos, dividindo a última posição com o Valladolid.
Passagem de Tite pelo Flamengo termina em frustração
O período de Tite à frente do Flamengo, iniciado com grandes expectativas, terminou de maneira decepcionante. Após a eliminação nas quartas de final da Copa Libertadores diante do Peñarol, do Uruguai, o treinador foi dispensado pela diretoria Rubro-Negra.
O técnico, que comandou a Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo, enfrentou dificuldades para implementar seu estilo no clube carioca. Além dos resultados aquém do esperado, houve desgaste no relacionamento com o elenco, fatores que frustraram as altas expectativas em torno de seu trabalho.
A eliminação na principal competição continental selou o fim da trajetória de Tite no Flamengo, deixando questionamentos sobre sua próxima etapa na carreira e os rumos do clube para a temporada seguinte.
Números de Tite no Flamengo
70 jogos
41 vitórias
13 empates
16 derrotas
64,8% de aproveitamento
109 gols feitos
50 gols sofridos
Tite na coletiva pelo Flamengo – Divulgação/Flamengo
Embora o trabalho de Tite no Flamengo tenha começado de forma promissora, o desempenho da equipe ao longo da temporada não agradou a boa parte da torcida rubro-negra. Após liderar o Campeonato Brasileiro nas primeiras rodadas, o time começou a oscilar na competição e, no momento da demissão do técnico, ocupava a quarta colocação, com 48 pontos — nove a menos que o líder Botafogo, que somava 57.
O estopim para a saída de Tite foi a eliminação nas quartas de final da Copa Libertadores, diante do Peñarol, do Uruguai. O resultado foi considerado inaceitável pela diretoria e por grande parte da torcida, encerrando de forma precoce e frustrante o ciclo do treinador no clube carioca.