O Mineirão será palco do primeiro embate da final do Campeonato Mineiro 2025. Neste sábado, às 16h30, Galo e América começam a decidir quem ficará com a taça estadual.

O Atlético, mandante da partida, busca o sexto título consecutivo, consolidando ainda mais sua hegemonia em Minas Gerais. O América, por sua vez, tenta quebrar um tabu incômodo: nunca venceu o Galo no Mineirão desde a reabertura do estádio, em 2013.
Rumo ao hexa, mas sem Hulk
Sob o comando de Cuca, o Atlético chega à final embalado, mas com desfalques importantes. O técnico, que nunca perdeu um Campeonato Mineiro em sua carreira (venceu todas as quatro edições que disputou), tem um histórico vitorioso e conta com um elenco forte. No entanto, a equipe não terá seu principal nome: Hulk, artilheiro do Mineiro nos últimos três anos e líder da atual edição, com sete gols, ainda se recupera de lesão e provavelmente ficará de fora do primeiro jogo.Outro desfalque é o jovem atacante Alisson, negociado recentemente. Com isso, Deyverson desponta como principal candidato a assumir a posição no ataque. A provável escalação atleticana tem: Éverson; Natanael, Lyanco, Alonso e Arana; Alan Franco, Gabriel Menino, Scarpa, Cuello, Rubens e Rony.

A formação pode variar entre um 4-4-2 e um 4-2-3-1, dependendo da movimentação ofensiva. Rony pode atuar como um segundo atacante ou cair pelo lado esquerdo, enquanto Scarpa pode alternar entre o centro e a meia-direita. O Atlético, como de costume, deve se movimentar bastante e usar a troca de posições para envolver a defesa do América.
América: aposta na velocidade e dúvida no gol
Do outro lado, o América chega motivado após eliminar o Cruzeiro na semifinal e quer surpreender o Galo. Para isso, deve apostar novamente em um jogo reativo, explorando contra-ataques e transições rápidas.
O grande mistério na escalação está no gol. Matheus Mendes, titular na campanha, pertence ao Atlético e só pode atuar caso o América pague uma multa de R$ 750 mil. Caso não seja escalado, seu substituto natural será Jori.
No ataque, o técnico William Batista terá o retorno de Jonathas, liberado pelo departamento médico, o que aumenta as opções ofensivas do Coelho.
Retrospecto e expectativas
O histórico recente pesa a favor do Atlético. Desde a reinauguração do Mineirão, o América jamais venceu o rival no estádio. Foram 13 confrontos, com sete vitórias do Galo e seis empates.

No entanto, o Coelho mostrou força ao eliminar o Cruzeiro e pode repetir a estratégia de um time compacto, buscando velocidade para surpreender a defesa atleticana.
Com um Mineirão lotado e dois times em momentos distintos, a primeira final promete emoção. O Galo joga para manter sua dinastia no Estado, enquanto o América tenta reescrever a história e abrir caminho para um título que não vem desde 2016.
Bica eles, Galo!
