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Atlético tenta se equilibrar entre vendas e desempenho com grupo enxuto

Mesmo com reforços recentes, o técnico Cuca segue ressaltando a falta de opções no elenco do Atlético. Montado, em grande parte, a partir de “oportunidades de mercado”, o grupo atual é considerado inconsistente, tem…

João Miguel Crisóstomo
João Miguel Crisóstomo
Publicado em 5 ago 2025 · 2 min de leitura

Mesmo com reforços recentes, o técnico Cuca segue ressaltando a falta de opções no elenco do Atlético. Montado, em grande parte, a partir de “oportunidades de mercado”, o grupo atual é considerado inconsistente, tem número reduzido de jogadores e ainda pode sofrer novas baixas. Apesar das críticas internas e externas, a diretoria não descarta vender titulares, desde que receba propostas consideradas “irrecusáveis”.

As declarações do treinador reforçam o cenário de desequilíbrio no grupo. Cuca, mesmo após as chegadas de Biel e Alexsander – além de Reinier, que deve ser apresentado oficialmente nos próximos dias – afirmou que “ainda falta uma coisinha” para que o elenco atenda às necessidades da temporada. A crítica, mesmo que branda, se soma a outras feitas nos últimos anos por torcedores, jornalistas e antigos comandantes do clube.

Foto: Pedro Souza/Atlético

A postura no mercado da diretoria atleticana segue baseada em vender jogadores caso surjam ofertas vantajosas. Foi o que aconteceu com Rubens, negociado com o Dínamo de Moscou por cerca de 12 milhões de euros. E o interesse europeu segue em alta: nomes como Guilherme Arana e Alan Franco estiveram recentemente envolvidos em rumores de transferência, enquanto o zagueiro Lyanco recebeu uma proposta oficial, recusada pelo clube.

Para amenizar o impacto de eventuais saídas, o CSO Paulo Bracks revelou que o Atlético mantém uma “equipe sombra” responsável por monitorar o mercado em busca de reposições à altura. A preocupação é válida, especialmente considerando o tamanho reduzido do elenco atual: apenas 31 jogadores, número considerado pequeno diante da extensa maratona de jogos no calendário brasileiro. O clube alvinegro segue, até o momento, vivo nas três competições que disputa: Campeonato Brasileiro – na 10ª colocação depois de 16 jogos -, na Copa do Brasil, e na CONMEBOL Sulamericana.

Com o risco de lesões e novas negociações ao longo da temporada, o Galo segue pressionado a equilibrar desempenho esportivo com saúde financeira — em meio a um elenco enxuto e ainda carente de ajustes, e uma situação financeira caótica.

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