Rubens Menin, um dos acionistas da SAF do Atlético, revelou em entrevista à Radio Itatiaia que contratação de Jorge Sampaoli para o lugar de Cuca no comando técnico do Atlético se mostrou necessária para em sua opinião, dar uma “guinada” na equipe que vivia um momento complicado na atual temporada:
“O momento exigia um técnico com o perfil do Sampaoli. Tem vários profissionais de alto nível no Brasil, mas o momento precisava de uma guinada. O Sampaoli é um trabalhador, conhece muito. Ele já fez muito pelo futebol. Eu, pessoalmente, gostei da decisão de trazer o Sampaoli, pelo fato de ser o Sampaoli, de mexer com as pessoas, mexer com a torcida. Acho que ele vai mudar o clima dentro do Atlético.”, disse Menin.
É importante ressaltar que embora o dono do Atlético tenha se mostrado feliz com a chegada do argentino, que o nome de Sampaoli não foi primeiro na lista atleticana. Na verdade, o clube esteve próximo de um acerto com outro argentino, Martín Anselmi de 40 anos, livre no mercado após deixar o Porto no meio do ano. As duas partes já tinham um acordo aliado mas no último momento Anselmi recuou e forçou o clube a buscar outras alternativas no mercado.
Sampaoli explica dificuldades de convivência
Um dos motivos que teriam pesado para que Sampaoli não tenha sido a primeira opção da diretoria alvinegra e não ter sido unanimidade como foi entre a torcida e alguns atletas, é que o seu dia a dia é muito complicado. Dono de uma personalidade forte e exigente, ele colecionou desafetos em sua primeira passagem por Belo Horizonte. Algo que ele foi questionado em sua apresentação e que se limitou a dizer que a forma exigente como se porta, é o seu jeito de demonstrar respeito às instituições que defende:
“Eu sinto o futebol de uma maneira muito exigente. Sou muito exigente comigo e com o resto. Então, essa forma de sentir que represento a um escudo, a uma camisa, não é a mesma que algum jogador ou funcionário. Minha exigência é muito alta, sempre, comigo e com o resto. Alguns gostam, outros não. Isso não tem a ver com educação, mas com sentimento. Há jogadores que são mais relaxados, há jogadores que não gostam tanto de exigência – e o mesmo para alguns funcionários.”, disse Sampaoli.
