José Reinaldo de Lima é para muitos o maior jogador da história do Atlético, apesar disso, essa idolatria ganhou um asterisco nos últimos dias. Isso porque em entrevista ao Podcast Penido’s, da Rádio Tupi, o ex-jogador declarou que quase foi jogar no Flamengo em 1981 e que gostaria de ter defendido o rubro-negro ao longo de sua carreira.
“Todo jogador gostaria de jogar no Flamengo. Eu tive essa oportunidade em 1981 mesmo. Quase acertamos com o Flamengo, mas naquela ocasião não tinha a lei do passe. A gente era preso ao clube, não podia sair, tinha um contrato, e o Atlético não deixou que eu viesse. Já tinha até conversado, até acertado, mas o Atlético não quis fazer a transação.” começou a dizer.
Reinaldo argumenta que cogitou ir para o Rubro-Negro em 1981, um ano depois de perder a final do Brasileiro de 80 para eles, pois entendia que seu futebol teria maior repercussão se jogasse no Rio de Janeiro. Ele ainda cita o poder da mídia flamenguista, que faz com que o Fla tenha torcedores em todo o Brasil:
“Se eu jogasse no Flamengo, acho que teria dado mais eco ainda. Teria muito mais visibilidade. A imprensa do Rio e de São Paulo era a voz pra todo o Brasil, por isso que (o Flamengo) tem esta grande torcida no Norte e Nordeste. Lá em Minas, a gente ficava entre as montanhas.” completou.
Declaração de Reinaldo pegou mal com a Massa do Galo
A declaração caiu muito mal nas redes sociais e o maior artilheiro da história do Galo se viu obrigado a postar uma nota de retratação, onde explica que vestir ou considerar vestir outra camisa, são processos naturais na vida de qualquer profissional, mas que nada abala sua relação com o alvinegro, que desde sempre foi o time de seu coração. Confira a nota completa abaixo:
“Um jogador profissional, ao longo de sua trajetória, pondera diversas questões ao fazer suas escolhas: o desafio esportivo, a estrutura oferecida pelo clube, a convivência com os companheiros e, claro, o reconhecimento financeiro (que, na minha época, estava longe dos valores atuais). É natural considerar oportunidades. No entanto, existe um privilégio raro e um tipo de honra que transcende todas essas análises: a de vestir a camisa do clube do coração, criando uma identificação tão profunda que se torna parte da própria essência. Como profissional, tive a chance de considerar diferentes caminhos, mas a minha maior glória, o meu verdadeiro tesouro, foi ter defendido as cores do Galo. Sentir o pulsar da Massa, construir uma história em campo com essa torcida e fazer parte da rica tradição atleticana é algo que carrego com um orgulho imenso, um laço inquebrável que nenhuma outra oportunidade poderia replicar.”escreveu Reinaldo.
