O Atlético se prepara para uma nova mudança em sua estrutura societária após o presidente do Conselho Deliberativo, Ricardo Guimarães, convocar uma reunião para o próximo dia 25. No encontro, os conselheiros irão votar a aprovação do balanço financeiro de 2025 e deliberar sobre um novo aporte da Galo Holding na SAF do clube.
A operação prevê um investimento de R$ 530.000.721,59, com emissão de novas ações e mudanças na composição acionária da sociedade anônima do futebol.
Atualmente, a divisão da Galo SAF é composta por 75% das ações pertencentes à Galo Holding e 25% sob controle da associação civil do Atlético. Dentro da holding, o maior grupo acionista é a 2R Holding, ligada à família Menin, que possui 41,81% da participação. Na sequência aparecem a própria associação atleticana, com 25%, o FIP Galo Forte, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, com 20,16%, além da FIGA e outros investidores minoritários.
Com o novo aporte, a composição da SAF do Galo manterá a mesma divisão: 75% das ações para a Galo Holding e 25% sob controle da associação do Atlético. No entanto, a composição interna da holding sofrerá alterações após a operação.
A participação da 2R Holding, ligada à família Menin, aumentará de 41,81% para 63,93%. Já a associação do Atlético manterá 25% da participação, enquanto o grupo ligado a Daniel Vorcaro terá sua fatia reduzida para 6,72%. A FIGA passará a deter 2,24% das ações, e Ricardo Guimarães ficará com 2,11%.
Operação reduz valuation do clube em cerca de 37%
Quando o Atlético se tornou SAF, em 2023, cada ação era avaliada em cerca de R$ 320. Na época, o capital social era de R$ 1,29 bilhão, enquanto o valuation calculado pela LCA Consultores era de aproximadamente R$ 1,384 bilhão. No novo aporte, cada ação emitida foi precificada em R$ 60,2055. Com isso, a avaliação total do clube passou para R$ 871,8 milhões, enquanto o departamento de futebol do Atlético foi avaliado em R$ 812 milhões — uma redução estimada em 37%.