Após a aprovação da alteração do mecanismo antidiluição do Clube Atlético Mineiro, na qualidade de acionista do Atlético Mineiro S.A.F, Rubens Menin, acionista do clube, conversou com a imprensa e abriu o jogo sobre os próximos passos do Atlético. A SAF agora passa a ter mais 15% de ações para serem negociadas, preferencialmente com um investidor estrangeiro que nas palavras de Rubens, ‘mude o patamar’ do Galo.
“A SAF não vai quebrar. Pode ter dificuldades, mas não vai quebrar. É o que a gente quer (investidor estrangeiro). Lógico que tem (conversas). A gente espera que o mais rápido possível a gente tenha uma solução definitiva, que seria o novo parceiro graúdo que coloca um montante significativo para a gente mudar o jogo.” começou a dizer.
Ele ainda explica que não será o caso dele vender suas ações para um novo investidor, uma vez que isso não significaria o crescimento do clube, mas sim de achar alguém para fazer o que ele define como um investimento primário para que o Atlético siga crescendo:
“O investimento é primário, o que é investimento primário? Nós não estamos vendendo a sociedade para aumentar o (poderio financeiro) do Atlético. Se eu vender a minha parte, eu não estou aumentando do Atlético. O investimento tem que ser primário.” concluiu.
É importante ressaltar que hoje o Galo tem dívida na casa dos R$1,4 bilhão e que esses 15% a serem negociados só poderiam ser vendidos caso o clube consiga uma oferta de no mínimo R$200 milhões. Valor esse que não faria muita diferença nas contas do clube, uma vez que segundo apuração do repórter Marco Geves, do Canal Bica Galo, o alvinegro hoje precisa de pelo menos cerca de $500 milhões para equalizar as contas, fluxo de caixa e dívida onerosa.
Divisão das ações da SAF do Atlético
- Rubens e Rafael Menin: 41,8%
- Associação: 25%
- Galo Forte FIP (Daniel Vorcaro): 20,2%
- Ricardo Guimarães: 6,3%
- FIGA (ainda a pagar): 6,7%